terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Portuguesa é campeã no seu centenário

 A Lusa conquistou o título inédito da Copa Paulista no ano em que completou 100 anos de vida e garantiu a vaga para Série D em 2021.



Foto: Divulgação Portuguesa


A Portuguesa conquistou no seu centenário a Copa Paulista 2020 após vencer outra vez o Marília por 3 x 2 no Canindé (São Paulo) na noite da última quarta-feira (23) pelo jogo da volta da decisão, no Bento de Abreu (Marília) no dia 20 de dezembro havia vencido por 2 x 1, encerrando um jejum de sete anos sem títulos para Lusa, que havia conquistado o Paulista da Série A2 em 2013, carimbando a vaga no Brasileiro da Série D em 2021.

 Assim o próximo marcará o retorno ao cenário nacional, a última vez foi em 2017 quando disputou a Série D e a Copa do Brasil, que esse seja o 1º degrau para retomada do clube ao lugar que merece na elite estadual, na Copa do Brasil e a longo prazo o retorno a 1ª divisão nacional.

A campanha da Portuguesa na Copa Paulista foi espetacular venceu 11 dos 14 jogos, empatou 2 e foi derrotada apenas uma vez (Água Santa por 2 a 1 em casa nas quartas de final), marcou 28 gols (média de 2 gols por jogo) e sofreu 7 (média de 0,5 gols por jogo) e Adilson Bahia foi o artilheiro do campeonato com 8 gols, demonstrando que a Lusa sobrou com o melhor ataque, melhor defesa, o que mais venceu e o que menos perdeu na competição, de 4 de novembro até 8 de dezembro ficou 9 jogos invicto com 8 vitórias e um empate.

Água Santa e Nacional foram os adversários que mais jogaram contra o clube paulistano no torneio, na 1ª fase Portuguesa 3 x 1 Água Santa e Água Santa 0 x 0 Portuguesa, nas quartas de final Água Santa 0 x 1 Portuguesa e Portuguesa 1 x 2 Água Santa nos pênaltis deu 3 x 2 para o rubro-verde,  Portuguesa 4 x 0 Nacional, Nacional 0 x 1 Portuguesa (1ª Fase) e Nacional 0 x 1 Portuguesa, Portuguesa 1 x 0 Nacional (Oitavas de final).

Água Santa 4 Jogos
2 v 1 e 1 d 
gp 5 gs 3

Nacional  4 jogos
4 v 0 e 0 d
gp 7 gc 0




O JOGO

Na finalíssima no Canindé estavam em campo os melhores ataques da competição com 25 gols marcados e os artilheiros, Gustavo Nescau do Marília  com 8 gols e da Portuguesa Adilson Bahia com 7 gols, jogo com promessa de ser aberto pois as duas equipes são ofensivas, com o Marília tendo a obrigação de vencer (vitória simples levava a decisão para os pênaltis, diferença de dois ou mais gols o título) a qualquer custo e a Portuguesa não ia jogar atrás, mesmo podendo empatar no mínimo para levar o título, a Lusa desde o início da partida foi pra cima do visitante. 

Aos 6 minutos Maykinho chuta para boa defesa de Igor Castro, rubro- verde toca bem a bola e encontra espaços na defesa do MAC, que não ameaça a meta lusitana, aos 23 minutos Adilson Bahia passa para Maykinho que chuta forte e Igor Castro desvia para escanteio, somente aos 29 minutos o Marília chuta de longe com Gustavo Nescau para defesa tranquila de Dheimison. 

Mais uma vez o duelo entre Maykinho x Igor Castro, aos  30 minutos o atacante recebe passe de Raphael Luz e chuta para mais una defesa do goleiro do Tigre,  aos 34 Junior Santos arrisca da intermediária lusitana e vai para longe do gol, enquanto o mandante desperdiça chances no ataque o visitante quando chega a frente tenta chutes de longe para longe da meta adversária,   até que aos 36 minutos pênalti para Portuguesa no enrosco entre Raphael Luz e Geninho, um minuto depois  Adilson Bahia converte a penalidade  abrindo o placar 1 x 0 Portuguesa, resultado merecido pois o time da casa era superior ao seu adversário, que só ameaçava em chutes de fora da área ou em bola paradas.

O 2º tempo continuava no mesmo tom da primeira etapa com a Lusa na pressão em cima do MAC, Marília vem para o tudo ou nada, aos 5 minutos Adilson Bahia cruza para área e Diego Jussani cabeceia na trave do visitante, aos 8 minutos Adilson Bahia acerta a trave de novo, pressão da Portuguesa, a Lusa mais próximo do 2° gol do que o   Tigre empatar, aos 13 minutos Geovani passa por dois jogadores e chuta de fora da área 2 x 0, título bem próximo do Canindé, mas aos 17 minutos em chutaço  de fora da área Leo Couto diminuiu o placar agora 2 x 1.

 Após gol sofrido o time da casa diminuiu o seu ritmo e cedeu mais espaço para o visitante que ainda insistia em jogadas pouco criativas, aos 20 minutos veio o tiro de misericórdia com Raphael Luz que foi lançado na área e saiu na cara de Igor Castro, após ganhar a disputa de bola o meia lusitano  só empurra a bola para fazer 3 x 1 a Lusa coloca as duas mãos na taça, mas o time do interior é valente e não se dá pro vencido, mas encontra dificuldade para superar a bem postada defesa do time da casa.

 Aos 38 minutos diminui com Diogo Calixto de cabeça após cobrança de escanteio da direita, os dois gols do visitante demonstraram os únicos recursos que tiveram na partida para conseguirem seus gols, aos 43 minutos escanteio para Lusa e Caíque chuta forte na trave outra vez (3°), aos 46 minutos o goleiro Igor Castro fez mais uma boa defesa no chute de Rafael Toledo salvando mais uma vez o Marília, aí foi só esperar o apito final do árbitro para o torcedor lusitano soltar o grito de campeão preso na garganta há sete anos.

FICHA TÉCNICA

Portuguesa 3 x 2 Marília

Final da Copa Paulista – Jogo de volta
23/12/2020 – 19h
Estádio Oswaldo Teixeira Duarte - Canindé, em São Paulo.

Árbitro: José Claudio Rocha Filho.

Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Amanda Pinto Matias.

Portuguesa: Dheimison; Jefferson Feijão, Diego Jussani, Willian Magrão e Vinícius Silva; Caíque, Walfrido (Fabrício 18’/2ºT) e Raphael Luz (Rafael Toledo 26’/2ºT); Geovani (Joãozinho 26/2ºT), Maykinho (Lucas Douglas 26’/2ºT) e Adilson Bahia. Técnico: Genilson França.


Marília: Igor Castro; Denis Leite (Bruno Oliveira 29’/2ºT), Geninho, Arthur Gaúcho (Lucas Lino 0’/2ºT) e Calixto; Felipe Cordeiro (Dionathan 10’/2ºT), Léo Couto (Eric Di Maria 29’/2ºT) e Luan Gama; Junior Santos, Nescau e Orlando Jr. Técnico: Guilherme Alves.

Gols

Portuguesa: Adilson Bahia 37' 1T, Geovani 13' 2T, Raphael Luz 20' 2T
Marília: Léo Couto 14' 2T, Diogo Calixto 37' 2T


Cartões amarelos: Geovani (40’/1ºT), Maykinho (42’/1ºT) e Joãozinho (45’/2ºT) para a Portuguesa

Junior Santos (13’/1ºT), Léo Couto (40’/1ºT), Arthur Gaúcho (47’/1ºT) e Calixto (40’/2ºT) para o Marília.


Foto: Cristiano Fukuyama - Portuguesa


CAMPANHA NA COPA PAULISTA

1ª FASE - GRUPO E - 1º lugar com 16 pontos

04/11 - Guarani B 0 x 5 Portuguesa
11/11 - Portuguesa 4 x 0 Nacional
14/11 - Portuguesa 3 X 1 Água Santa
18/11 - Água Santa 0 x 0 Portuguesa 
22/11 - Nacional 0 x 1 Portuguesa
25/11 - Portuguesa 2 x 0 Guarani B

Oitavas de final

28/11 - Nacional 0 x 1 Portuguesa
02/12 - Portuguesa 1 x 0 Nacional

Quartas de final 

06/12 - Água Santa 0 x 1 Portuguesa 
09/12 - Portuguesa 1 x 2 Água Santa 
Pênaltis 3 x 2 Lusa

Semifinal 

12/12 - São Bernardo 1x 1 Portuguesa 
16/12 - Portuguesa 3 x 0 São Bernardo 

Final
20/12 - Marília 1 x 2 Portuguesa 
23/12 - Portuguesa 3 x 2 Marília 

LUSA, LUSA, LUSA

Enfim uma alegria ao torcedor da Portuguesa com a conquista da Copa Paulista no ano do seu centenário, são quase 20 anos de tristezas ao aficionado lusitano, tudo começou em 2002 quando foi rebaixada no Campeonato Brasileiro e em 2006 no Campeonato Paulista dois rebaixamentos pela primeira vez na sua história.

No cenário nacional ainda teve mais dois descensos em 2008 e 2013*(Caso Héverton), 2014 caiu para Série C e em 2016 para Série D onde disputou a competição no ano seguinte parando na 1ª Fase, ficando treis anos de fora de competições nacionais, agora em 2021 voltará para 4ª divisão em busca de se reeguer no futebol nacional. 

A maior alegria para o tocedor lusitano nessa época foi o título da Série B em 2011, com um futebol envolvente, de toque de bola refinado e ofensivo,  ganhou o apelido de Barcelusa, numa comparação ao Barcelona (ESP), time que apresenta em campo essas características, esse time conseguiu o recorde de maior quantidade de gols da história da competição com 82 gols em 38 jogos, fato ainda não superado.

No estado a Portuguesa volta ao Paulista da Série A1 em 2008 após ser campeão da Série A2 em 2007, em 2012 teve outro descenso a 2ª divisão estadual, mas no ano seguinte conquistou o bicampeonato da Série A2, em 2015 mais uma queda no paulistão, assim desde de 2016 o clube disputa o Campeonato Paulista da Série A2 (5 temporadas).

Então nesses últimos 18 anos a Portuguesa teve nada mais nada menos que oito rebaixamentos, a maior sequência negativa da história do clube, por outro lado encerrou o jejum de 34 anos sem título (1973 - 2007) com a conquista do Paulista da Série A2 em 2007 depois em 2013 repetiu a dose, 2011 o Brasileiro da Série B e por fim no ano do centenário a inédita conquista da Copa Paulista 2020, são quatro títulos em 13 anos, uma sequência positiva para quem vivenciou diante de uma longa fila de mais de 30 anos sem uma taça sequer no Canindé, assim nem tudo são flores e muito menos espinhos.

Os rebaixamentos foi o preço pago pelas várias dívidas acumuladas nas últimas duas décadas pelas diretorias lusitanas e as instabilidades administrativas como o impeachment de Ilídio Lico e a expulsão do ex-presidente Manoel da Lupa do Conselho Deliberativo em 2015, o ápice do descontrole financeiro foram a piscina do clube ter virado um camelódromo e o Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte (Canindé) ter ido a leilão.

Uma nova Lusa

Presidente desde o início de 2020, Antonio Carlos Castanheira é a esperança da reconstrução da Lusa, chegou com a itenção de reverter os anos de más gestões que tiraram o clube da elite paulista e do cenário nacional, para isso comecou a dar mais valor aos torcedores apaixonados pela Portuguesa, os grandes responsáveis pelo clube ainda estar ainda de pé, assim durante a Série A2 (principal competição em 2020) houveram promoções na venda de ingresssos visando a volta de um bom público ao Canindé, o plano deu tão certo que o clube conseguiu a maior média de público do torneio.

O novo mandatário trouxe o técnico Fernando Marchiori depois de um mal começo na Série A2 onde o clube chegou a frequentar a zona de rebaixamento, foi mais uma bola dentro do novo presidente lusitano, o time voltou a vencer e embalou na competição, mas a pandemia do Covid 19 brecou a reação do rubro-verde.

Se por um lado o futebol ficou paralisado, o marketing do clube se manteve ativo com diversas com diversas ações que valorizaram a marca Portuguesa, o ponto alto foi 14 de agosto com a festa do centenário, novos jogadores chegaram também para tornar a Lusa forte, açoes que demonstram a visão de reconstrução da nova diretoria.

Com a retomada do futebol após mais de cinco meses (15/03 a 19/08) devido a pandemia do Covid 19, a Lusa engata treis vitórias seguidas e chega embalada para quartas de final do Paulista da Série A2 contra o XV de Piracicaba, mas as derrotas por 3 x 2 (Barão de Serra Negra) de virada após abrir 2 a 0 e no Canindé por 1 a 0, encerrou-se o sonho da tão sonhada volta a Série A1 do Paulista, o grande objetivo no ano do centenário.

Assim restava a Copa Paulista, em que os finalistas irão disputar em 2021 o Brasileiro da Série D ou a Copa do Brasil, o campeão escolhe em qual competição vai disputar no próximo ano e o vice fica com a outra vaga, então com a melhor campanha da história, a Portuguesa sagrou-se campeão e confirmou seu retorno para a Série D do Campeonato Brasileiro.

Um novo rumo no clube está sendo tomado por Castanheira como: novos patrocinadores, renogaciações de dívidas, uma nova ideia de gestão esportiva, notícias na imprensa de forma positiva, acendendo uma luz no fim do túnel, algo esperado na Lusa há muitos anos, mostrando que é possivél  reerguer o clube, para quem em breve possa voltar a elite do futebol paulista, isso a curto prazo e a longo prazo voltar a ter destaque no cenário nacional, esse novo caminho da Portuguesa está sendo traçado em um ano de Antonio Carlos Castanheira como presidente, com o título entrou no cofre do clube R$ 250 mil, uma ajuda para diminuir problema das finanças da Lusa e Vamos à luta, ó campeões.


*Em 11 de dezembro, três dias após a última rodada do Campeonato Brasileiro, a CBF notifica ao STJD a escalação irregular do meia-atacante Héverton para a partida da 38ª rodada contra o Grêmio no Canindé. Expulso em partida contra o Bahia pela 36ª rodada, cumpriu suspensão automática na 37ª rodada, foi punido com suspensão de 2 jogos pelo STJD em 6 de dezembro, 2 dias antes da 38ª rodada, mas mesmo assim foi relacionado. No dia 16 de dezembro de 2013, o STJD puniu a Portuguesa com a perda do ponto conquistado na partida (terminada em 0–0) e de mais 3 pontos, derrubando a Lusa para a 17ª posição e, consequentemente, para a zona de rebaixamento à Série B. O clube recorre ao pleno do STJD, que mantém a sentença. Foi cogitada uma apelação ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), localizado na Suíça, que não se concretizou.

Investigação

O episódio motivou o promotor de justiça do consumidor Roberto Gomes Senise Lisboa a abrir inquérito contra a CBF e o STJD no Ministério Público de São Paulo em janeiro de 2014. Quase dois anos depois, o inquérito foi arquivado por falta de provas.


Fonte: Wikipédia


































quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Sport e Grêmio abdicaram da vitória

 As equipes se contentaram com o empate após o 1 a 1 e pouco fizeram para conseguir os três pontos.

Foto: Anderson Stevens/Sport

As equipes mesmo precisando vencer abriram mão da vitória na parte final do jogo, no último sábado (19) na Ilha do Retiro em Recife/PE, Sport e Grêmio empataram por 1 a 1 com gols de Dalberto (SPORT) e Pepê (GRÊMIO) em jogo pela 26° Rodada do Campeonato Brasileiro, esse resultado acabou sendo determinado após o empate do Grêmio, depois disso a satisfação pelos times pelo empate ficou evidente.

 O visitante era quem propunha o jogo e o mandante apostava no contra-ataque, aos 9 minutos em um contra-ataque de manual Mugni tabela com Patric e passa para Dalberto abrir o placar, no 2° tempo de tanto insistir o Grêmio conseguiu um pênalti quando Marcão chutou Churín na área aos 25 minutos após dois minutos de análise no VAR e somente aos 27 minutos Pepê empatou o confronto batendo muito bem a penalidade.

O ano de 2020 do Sport não é bom para o torcedor rubronegro, Jair Ventura é o 3° técnico no clube nesse ano, os outros foram Guto Ferreira e Daniel Paulista, no Campeonato Pernambucano disputou o quadrangular do rebaixamento, na Copa do Brasil saiu logo na primeira fase, na Copa do Nordeste caiu nas quartas de final e no Campeonato Brasileiro é o 15° colocado com 29 pontos e apenas a um ponto do Vasco o 17° lugar na competição com 28 pontos (mas com um jogo a menos), é assim como no estadual o Leão vai brigar para não cair para Série B de onde veio para disputar a Série A em 2020.

O Grêmio em 2020 tem uma quantidade grande de jogos devido ter sido campeão gaúcho, quartas de final da Libertadores, semifinal da Copa do Brasil e 5° colocado no Campeonato Brasileiro com 42 pontos com 2 pontos atrás do G4, que tem o seu rival Internacional em 4° lugar com 44 pontos, enfim a equipe gremista tem dado ao torcedor tricolor momentos de alegrias e tristezas, sair da fila de 24 anos do Brasileirão é muito difícil, mas a Copa do Brasil o time tem melhor chance de conquista pelo seu estilo copeiro.

Análise Tática 

1° Tempo

As equipes estavam espelhadas na formação tática 4-2-3-1, o Grêmio começou a partida em cima do Sport, mesmo com time misto a equipe gaúcha propunha o jogo, enquanto o rubronegro se mostrava reativo bem postado na defesa e jogando no erro do adversário, que se atirava ao ataque. 

Com o apoio dos laterais Victor Ferraz pela direita e de Córtez pela esquerda, o volante Matheus Henrique vinha de trás como elemento surpresa para auxiliar Jean Pyerre, Ferreira e Pepê para bola chegar no ataque para definição de Churín.

Tiveram momentos que o visitante tinha seus 10 jogadores no setor defensivo do time da casa, a pressão gremista era intensa, mas a reposição a sua defesa era de forma lenta proporcionando um grande espaço defensivo.

Aos 9 minutos Mugni puxou o contra-ataque desde a intermediária rubronegra  tabelou com Patrick o meia argentino foi a linha de fundo e cruzou no meio da área para Dalberto livre de marcação abrir o placar chutando a bola em baixo das pernas de Vanderlei, demonstrando como a defesa gremista estava exposta a jogadas de transição rápida  do adversário. 

Mesmo após o gol sofrido o Grêmio continuava com a pressão sobre o Sport que se fechava com uma linha de 4 e uma de 5 jogadores na sua intermediária diminuindo os espaços do visitante e deixava Marquinhos, Mugni e Thiago Neves para puxar os contra-ataques.

O Grêmio forçava pelos lados do campo com Ferreira e Victor Ferraz na direita e Pepê com Córtez na esquerda como alternativa para quebrar as linhas defensivas rubronegras. com Jean Pyerre e Matheus Henrique para municiar o ataque.

Assim era praticamente um jogo de ataque contra defesa principalmente depois que o Sport abriu o placar, o Grêmio fazia a pressão sobre o time da casa, mas não ameaçava tanto a meta de Luan Polli, a tônica da primeira etapa era o Grêmio atacando e o Sport se defendendo.

2° Tempo

O Sport tirou Marquinhos na volta do intervalo e colocou Raul Prata que assumiu a lateral direita, assim adiantou Patric para jogar do lado direito e Thiago Neves foi para o lado esquerdo do ataque rubronegro, já o Grêmio sacou Ferreira, que vinha sendo o melhor atacante gremista e veio a campo Luiz Fernando para etapa complementar.

As equipes ainda continuavam com o 4-2-3-1, a pressão dos visitantes continuava na segunda etapa, assim como no 1° tempo os gaúchos não causavam perigos a meta pernambucana, aos 6 minutos Kannemann levou o 2° cartão amarelo e foi expulso ao evitar o contra-ataque rubronegro com a falta em Marcão. 

O mandante agora estavam com um jogador a mais em campo, mas não se valeram da vantagem para superar o visitante, a jogada mais perigosa do Sport surgiu aos 11 minutos na tabela entre Mugni e Thiago Neves que chutou para fora, faltou os meias jogarem mais próximos no duelo.

Aos 14 minutos para recompor a defesa, o Grêmio tirou o volante Lucas Silva e coloca o zagueiro Geromel, agora os visitantes estão com dois zagueiros e desde a expulsão de Kannemann jogaram no 4-1-3-1, mesmo com um menos o visitante era quem propunha o jogo.

 Por questão física o Sport mexeu outra vez, 4 minutos após choque com o zagueiro Maidana o volante Ronaldo Henrique aos 20 minutos saiu para a entrada de Betinho, a famosa troca de 6 por meia dúzia, jogadores da mesma posição, o 4-2-3-1 continua no time da casa.

Insatisfeito com o meia Jean Pyerre, Renato Gaúcho colocou aos 21 minutos Thaciano em busca de melhorar o setor de criação da equipe, dois minutos após a sua entrada Victor Ferraz cruza na área e Marcão chuta Churín, o VAR foi acionado e aos 25 minutos foi marcado o pênalti para o Grêmio e convertido por Pepê aos 27 minutos 1 a 1 no placar, que após a boa participação no jogo de Luiz Fernando o seu bom futebol começou a aparecer no jogo.

Após a igualdade as equipes se acomodaram em campo demonstrando satisfação com o resultado de empate, na sua última alteração aos 32 minutos o visitante demonstrou isso tirando o apagado atacante Churín pelo volante Darlan, assim o Grêmio recomponha a sua defesa com dois volantes e assim ficou no 4-2-1-2.

O Sport ainda fez uma mexida ousada mas já tardia, aos 34 minutos sai o volante Marcão e entra o atacante Mikael, agora o time da casa vai para o tudo ou nada tornando o time mais ofensivo com Thiago Neves e Mugni na criação e Mikael, Patric e Dalberto no ataque e somente Betinho como volante, agora o time da casa passa a jogar no 4-1-2-3 uma alternativa para buscar a vitória, mas que não surtiu efeito. 

O jogo seguia com as equipes sem apresentar pretensões em vencer a partida, a morosidade tomava conta do campo, para finalizar isso aos 46 minutos o cansado Mugni (melhor na partida) sai para entrada do volante Ricardinho era a pá de cal na perspectiva de se ter um vencedor no duelo, então depois da última substituição do confronto o Sport ficou com a sua formação tática inicial no 4-2-3-1 com Thiago Neves como o único articulador da equipe.

Após isso o empate foi o resultado mais justo na partida, as equipes fizeram mudanças táticas no jogo, mas no fim manteram as formações táticas iniciais o 4-2-3-1.

 No intervalo da transmissão pela RCEFM, eu disse que o Sport não necessitava de nenhuma substituição, já no Grêmio eu via a necessidade de Churín sair para entrada de Diego Souza e Luiz Fernando entrae no lugar de Ferreira para o 2° tempo. 

Pela 27° Rodada do Campeonato Brasileiro, o Sport vai até Goiânia enfrentar o Goiás no Serrinha às 19h do sábado (26) e o Grêmio recebe em Porto Alegre o Atlético/GO na Arena do Grêmio às 20h30 no domingo (27).


FICHA TÉCNICA SPORT 1 X 1 GRÊMIO 

Competição: 26ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A 

Data: 19/12/2020 

Local: Estádio Ilha do Retiro, em Recife (PE) 

Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR) Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR) VAR: Adriano Milczvski (PR) 

Cartões amarelos: Marquinhos e Thiago Neves (Sport); Kannemann e Pepê (Grêmio) 

Cartão Vermelho: Kannemann (Grêmio) 

Gols: Dalberto aos 09 minutos do primeiro tempo e Pepê aos 27 minutos do segundo tempo 

Sport: Luan Polli; Patric, Iago Maidana, Adryelson e Junior Tavares; Marcão Silva (Mikael), Ronaldo Henrique (Betinho), Lucas Mugni (Ricardinho), Thiago Neves e Marquinhos (Raul Prata); Dalberto. Técnico: Jair Ventura 

Grêmio: Vanderlei; Victor Ferraz, Rodrigues, Kannemann e Bruno Cortez; Matheus Henrique, Lucas Silva (Pedro Geromel) e Jean Pyerre (Thaciano), Churin (Darlan), Pepê e Ferreira (Luiz Fernando). Técnico: Renato Gaúcho

 




terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Deives é 100% em finais no Timão

 O baixinho pivô corinthiano tem uma marca espetacular em finais, em 11 decisões conquistou 11 títulos com a camisa do Corinthians.



Foto: Divulgação Deives Moraes

Deives é o cara em finais, o camisa 10 do Corinthians Futsal está invicto em decisões pelo Timão, o gaúcho conquistou simplesmente 11 taças em 11 finais disputadas com o alvinegro de Parque São Jorge, um feito que merece muito destaque do artilheiro corinthiano no futsal, com essa quantidade
de jogos finais e sem perder um título sequer, é digno de uma grande homenagem do clube, é um predestinado a vencer com o manto alvinegro principalmente quando se trata decisão de campeonato, o baixinho se agiganta em quadra e disparado é o maior campeão do futsal corinthiano.

O pivô está na sua segunda passagem pelo clube, a primeira foi de 2015 a 2016 em 2018 voltou ao Corinthians Futsal onde está até o momento, apesar de pouco tempo na equipe paulista ele é extremamente vitorioso e identificado no clube como um grande campeão.

“Estou muito orgulhoso e feliz. Logicamente nada disso seria possível sem a ajuda de meus companheiros, das comissões técnicas que aqui passaram e vocês, Fiel torcida, que dão show e estão ao nosso lado. Motivo de muito orgulho fazer parte da história desse clube, vou seguir lutando muito para honrar essa camisa”, disse Deives.

Depois do 11º título conquistado com o Timão o jogador mandou um recado para fiel torcida, veja no link abaixo o vídeo do baixinho artilheiro e campeoníssimo com o futsal corinthiano.


"Queria dizer que eu atingi uma marca especial de 11 finais e 11 títulos com essa camisa. Mas nada disso seria possível sem meus companheiros, comissão técnica e de vocês, fiéis torcedores", afirmou o pivô.

"Motivo de muito orgulho fazer parte da história desse clube, vou seguir lutando por essa camisa como ela merece. E logo logo vocês vão estar junto com a gente", concluiu o jogador.

Os títulos conquistados pelo Deives foram: Liga Paulista (2015, 2016, 2018 e 2019), *Supercopa (2019 e 2020), Copa do Brasil (2018 e 2019), Campeonato Paulista (2019), Supercopa Paulista (2019) e Liga Nacional de Futsal (2016).

*Supercopa de Futsal -  Torneio que reúne os vencedores da Liga Nacional, Taça Brasil e Copa do Brasil.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Rodrigo Yuri é o novo reforço do Jaraguá/GO

 O jogador de 26 anos chegou para reforçar o gavião da serra para temporada de 2021, onde a recém promovida equipe do interior de Goiás e surpresa nesse ano no Campeonato Goiano, terá pela frente os Goianos de 2020 e 2021.


Foto: Divulgação Jaraguá/GO

O volante carioca Rodrigo Yuri é o novo reforço do Jaraguá/GO, no dia 10 de dezembro o jogador que veio da Portuguesa/RJ onde disputou a Série D pela equipe carioca até o mês de novembro, foi oficializado como novo atleta da equipe goiana, em 2020 ainda atuou por Bangu/RJ e Santo André/SP.

Agora ele terá como foco a disputa do Campeonato Goiano 2020 que retornará em janeiro após a parada da pandemia do Covid19 e do estadual de 2021, a equipe do interior goiano é a surpresa da competição está em 2º lugar na tabela de classificação e está classificada para fase de mata-mata de forma antecipada.

“Estou feliz, contente e muito motivado por fazer parte desse projeto. Quem sabe podemos sonhar com uma final e um título. Sempre respeitando as demais equipes mas sabendo também das nossas qualidades”, disse Rodrigo Yuri

O projeto do Jaraguá apresentado ao jogador foi bem aceito pelo volante e a primeira oportunidade de jogar no futebol goiano será um grande desafio para o carioca, já que ele só havia jogado em RJ e SP na sua carreira profissional até a ida para Jaraguá/GO.

“Foi me apresentado um bom projeto e pessoas próximas a mim falaram muito bem do clube. Além disso, o Campeonato Goiano conta com grandes equipes do cenário nacional. Busco acima de tudo novos desafios para ser bem sucedido neles”, afirmou o volante.

O vínculo com o clube goiano será até o final do Campeonato Goaino 2021 em maio do mesmo ano, Rodrigo Yuri chega com esperança de fazer boas atuações com a camisa do Jaraguá e assim conseguir grandes feitos no clube goiano.

“Primeiramente vamos pensar jogo a jogo e em nos classificar. Almejo nada menos o que a equipe alcançou e o que pode alcançar ainda neste campeonato que está para terminar”, finalizou o carioca.

Histórico Profissional: Portuguesa/RJ (2020) – Santo André/SP (2020) – Bangu/RJ (2020)  – Audax Rio/RJ (2019) – Nova Iguaçu/RJ (2019)  – Audax Rio/RJ (2018) – Osasco Audax/SP (2018) – Audax Rio/RJ (2017) – Tigres do Brasil/RJ (2017) – Bangu/RJ (2016) – Audax Rio/RJ (2016 - 2015) – Cabofriense/RJ (2015) – Audax Rio/RJ (2014).

O Jaraguá EC é estreante na 1ª divisão do futebol goiano, em 2019 foi campeão da divisão de acesso (2ª divisão de Goiás), em sua primeira participação na elite de Goiás é a grande surpresa  da 1ª fase do campeonato e está classificado para as quartas de final, o clube homônimo da cidade do interior goiano tem 91 anos de existência, até 2017 estava na 3ª divisão do estado, após duas temporadas conseguiu o acesso a elite do futebol goiano.

 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Marshawn Lynch está considerando voltar a NFL

 

O ex-running back revelou que poderá  retornar a liga, e afirmou  que  equipes já entraram em contato com ele



Foto: Agência Getty Images


Marshawn Lynch considera que poderá voltar a NFL em breve, aos 34 anos o ex-astro do Sattle Seahawks deixou claro que o seu retorno está condicionado ao uma equipe que possa chegar ao Super Bowl, esta volta será a terceira que o running back abandonará a aposentadoria,  em 2015 parou e voltou em 2017, no ano sguinte deixou o futebol americano e retornou 2019 e desde de então está fora dos campos, em entrevista ao comediante e apresentador de TV Conan O'Brien no “The Conan O’Brien Show” na última quarta-feira (9), Lynch  falou sobre a ideia de retornar aos campos ainda nesta temporada.e pode assinar com um time em breve se tiver  a oportunidade.


"Se a situação estiver certa, então, sim, quero dizer, pode acontecer", disse o jogador de 34 anos.

"Algumas equipes aqui me fizeram algumas perguntas recentemente, como, 'Você está pronto?'"

"Estou pronto, se vocês estiverem prontos para o Super Bowl", continuou Lynch.

É isso que me faria voltar a jogar, a garantia de disputar o Super Bowl”, falou o ex-runnig back.

As equipes com mais chances para o *Beast Mode seriam o Seattle Seahawks que estão tendo problemas com lesões e o Buffalo Bills, que pode precisar do RB para  ser mais um alvo do QB Josh Allen nessa reta final da temporada regular rumo aos playoffs.

"Teria de ser um Super Bowl garantido" concluiu o ex-astro do Sattle Seahawks

A última aparição de Lynch na NFL foi no final da temporada regular em 2019 pelo Seattle Seahawks, jogou apenas treis partidas sendo duas pelos playoffs ao total teve 18 corridas, 33 jardas e três TDs.

Draftado em 2007 pelo Buffalo Bills na escolha 12 da 1ª rodada, o running back  ficou em Buffalo até 2010, no mesmo ano partiu para o Seattle Seahawks, onde conquistou seu único Super Bowl em 2013 ( Super Bowl - XLVIII) ficando por lá até 2015  onde teve a sua 1ª aposentadoria, .dois anos depois retornou para jogar no Oakland Raiders (atual Las Vegas Raiders) onde atuou por  uma temporada, tudo indicava para o fim no futebol americano de Marshawn Lynch, mas em 2019 o bom filho volta a casa e Lynch volta para Seattle onde joga apenas jogos, mas e agora será que o Beast Mode encerra a sua 3ª aposentadoria?*Beast Mode (Modo Animal) -Por conta de sua eficiência em corridas

Marshawn Terrell Lynch

Data de nascimento: 22 de abril de 1986 (34 anos)
Local de nascimento: Oakland, Califórnia
 Colegial : Oakland Technical High School (2000 - 2004)
Altura: 1,80 mPeso: 98 kg

Futebol Americano Univesitário: California (2004 - 2006)

NFL

Buffalo Bills (2007 – 2010)

Seattle Seahawks (2010 – 2015)

Oakland Raiders (2017 – 2018)

Seattle Seahawks (2019)

 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Figueirense bate Paraná e aumenta a crise paranista

Mesmo jogando em Curitiba, o Figueira foi melhor e mereceu a vitória por 2 a 0 diante dos paranaenses.



Foto: Joka Madruga/Futura Press

O Figueirense bateu o Paraná na quarta-feira (9) no Durival Brito em Curitiba/PR por 2 a 0 com gols de Bruno Michel e Guilherme em jogo válido pela 27ª Rodada da Série B, aumentando a crise paranista que alcançou a sétima derrota seguida na competição e a nona partida sem vencer (oito derrotas e um empate), a última vitória foi no dia 26 de outubro 4 a 0 no Oeste em casa, o figueira conseguiu pela 1ª vez no campeonato duas vitórias seguidas, no domingo (6) no Orlando Scarpeli em Florianópolis passou pelo Náutico pelo mesmo placar do jogo de ontem.

A vitória catarinense começou a ser construída após as entradas de Lucas Carvalho, Guilherme e Geovane Itinga dando mais ofensividade a equipe, assim em 18 minutos o figueira matou  o time da casa, os visitantes se mostraram mais eficientes no confronto em quatro chutes (todos no 2º tempo) e fizeram dois gols (50% de aproveitamento) e mereceram os treis pontos.

O Paraná teve ontem as estréias de Renan, Andrew, Luiz Fernando (entrou no 2º tempo) e do técnico Gilmar Dal Pozzo, e contou com as voltas de Philipe Maia, Thiago Alves e Andrey que cumpriram suspensão diante da Ponte Preta e voltaram de lesão Paulo Henrique e Toninho que ficou no banco, foram ao todo cinco modificações na equipe titular que perdeu por 2 a 1 fora de casa para Ponte Preta no dia 4 de novembro.

O time paranaense sentiu a falta de entrosamento e as modificações do 2º tempo não surtiram efeito, os problemas paranistas também estão fora de campo, o artilheiro do tricolor paranaense Bruno Gomes com seis gols na Série B está lesionado e ainda 10 jogadores com Covid19 - os zagueiros Fabrício, Salazar e Guilherme Lacerda, os laterais Jean Victor e Juninho, os meias Renan Bressan e Lucas Sene e os atacantes Bruno Lopes, Matheus Mathias e Wandson, o que aumenta mais a crise no Paraná que chegou nove jogos sem vencer (8 derrotas e um empate) fazendo 5 gols e sofrendo 21 gols deixando técnico Gilmar Dal Pozzo tem uma missão muito complicada na equipe paranaense na luta contra o rebaixamento para Série C, ele é o terceiro treinador desde o início da 2ª divisão nacional, antes dele vieram Alan Aal e Rogério Micale.

O Figueirense veio com a mesma equipe que venceu o Náutico em casa por 2 a 0 no dia 06 de novembro, a sequência promovida pelo técnico Jorginho Cantinflas foi benéfica para equipe catarinense que se mostrou entrosada, se o Paraná tem 11 jogadores sem condições de jogo, o figuera não pode contar 7 atletas - o zagueiro Victor Oliveira, o lateral Brunetti, os volantes Arouca e Carlos Gabriel e o meia Geovani seguem no departamento médico, enquanto o lateral Thiaguinho e o atacante Lucas Barcelos aguardam resultado dos exames da Covid-19, mesmo assim o time não sentiu as ausências.

O time catarinense chega a quatro jogo de invencibilidade (2 vitórias e 2 empates) demonstrando reação na competição, o técnico Jorginho Cantinflas na partida de ontem completou seis jogos no comando do figueira ele tem 2 vitórias 3 empates e 1 derrota com 7 gols marcados e 4 gols sofridos, nos dois últimos jogos a defesa não sofreu gol e isso é um bom sinal para equipe buscar sair da zona ingrata do rebaixamento, assim como o Paraná o Figueirense está no seu 3º treinador na competição antes de Jorginho vieram Marcio Coelho e Elano, as substituições feitas na segunda etapa surtiram efeito para felicidade dos catarinenses.

O JOGO

1º TEMPO

A primeira etapa da partida foi marcada pelo baixo nível técnico e faltas, as equipes espelhadas lutavam por  cada metro de campo com muita determinação, o jogador com a bola sempre recebia a marcação adversária, jogo truncado, marcado, com muita transpiração e pouca inspiração, as defesas superandos os ataques, assim raras chances de perigo foram criadas, ao todo treis tentativas no jogo e todas do Paraná, o Figueirense começou melhor mas depois o time da casa equilibrou, o mal futebol foi a tona no primeiro tempo.

Somente aos 25 minutos o estreante Andrew teve uma chance clara, e óbvio teria que surgir de uma falha, Hurtado faz lançamento ao ataque e Vitor Mendes tenta cortar de cabeça mas com o quique da bola foi encoberto o atacante paranista dominou na intermediária adversária driblou a cobertura de Renan Luis e chutou cruzado sem direção tranquilo para Rodolfo.

Depois os destaques foram os cartões Vitinho aos 28 minutos, Alecsandro aos 30 minutos e Dudu aos 33 minutos foram advertidos com amarelos, um para o Paraná e dois para o Figueirense, próximo do fim da primeira etapa o time da casa é mais perigoso mas peca no passe final (chute ao gol) Andrey arriscou e Rodolfo fez defesa tranquila aos 36 minutos.

2º TEMPO

A segunda etapa inicia no mesmo tom do 1º tempo, com muita disputa pela bola e faltas, um futebol de baixo nível técnico segue, aos 12 minutos Andrey chuta mas sem direção, era o reflexo do jogo mal praticado pelas equipes, no mesmo minuto o Figueirense mexe por atacado saem Alecsandro, Diego Gonçalves e Dudu entraram Geovane Itinga, Lucas Carvalho e Guilherme, Jorginho abandona o 4-2-3-1 e implanta o 4-4-2 com Everton Santos até então improvisado na lateral direita indo para o ataque e Lucas Carvalho ocupando o seu lugar na defesa, a equipe fica mais ofensiva em busca da vitória.

Aos 19 minutos foi a vez do Paraná saem Andews e Vitinho entram Guilherme Biteco e Léo Castro, substituiçoes que não mexem na estrutura tática paranista o 4-2-3-1 continua, aos 20 minutos gol do Figueirense, Léo Castro faz um passe no meio campo Nonato intercepta, Philipe Maia fura no círculo central defensivo Bruno Michel avança Rafael Maia chega atrasado na cobertura o meia do Figueira chega na cara do gol e toca na saída de Renan 1 a 0 para os catarinenses, que melhora após as substituições do 2º tempo, diferente do time da casa que segue mal na partida.

 Aos 25 minutos Guilherme Biteco chuta acima da meta de Rodolfo, aos 31 minutos entra Alemão no lugar de Bruno Michel que sentiu lesão, agora o figueira está com treis volantes em campo com  o experiente zagueiro improvisado na posição, hora de fechar a casinha, aos 36 minutos Renan Luís cruza da esquerda para área Hurtado afasta, na sobra Nonato divide com Luan na entrada da área a bola sobra para Geovane Itinga na grande área pelo lado direito da defesa paranista, o atacante chuta desvia em Rafael Lima e explode na trave direita de Renan, aos 35 minutos sai Luan e entra Gabriel Pires, agora o time da casa passa a jogar no 4-3-3 assim Karl é o único volante tricolor, demorou 83 minutos para o time da casa mudar a sua configuração tática.

Aos 36 minutos Guilherme Boteco cobra falta para defesa fácil de Rodolfo, aos 38 minutos Renan Luís cobra lateral no ataque para Guilherme Itinga que passa para Lucas Carvalho ajeitar para Guilherme dominar no peito e dar um chutaço no ângulo direito da meta de Renan, 2 a 0 figueira acabando com a esperança paranista de reação no jogo.  

Aos 41 minutos a última mexida no Paraná,  Hurtado e Andrey saem Higor Meritão e Luiz Fernando entram,  agora Guilherme Biteco é colocado no ataque e o volante Higor Meritão vai para lateral esquerda improvisado, mudam as peças mas o 4-3-3 permanece, aos 43 minutos Guilherme Boteco cruza a bola na área Philipe Maia cabeceia por cima da meta de Rodolfo, nesse mesmo minuto Nonato deu lugar a Jhonatan, mais um zagueiro que vai jogar improvisado como volante no figueira, nos acréscimos ( Jogo foi até os 50 minutos) Gilmar Dal Pozzo estava incentivando a sua equipe a atacar em busca de um milagre, mas sem sucesso,  final Paraná 0 x 2 Figueirense.

No intervalo da partida em transmissão pela RCEFM, coloquei que as duas equipes precisavam de alterações na volta ao 2° tempo, devido ao anti-futebol praticado pelos dois times na primeira etapa,  assim para superar as duas linha de 4 seria necessário dois atacantes abertos pelos lados do campo e um centroavante de referência na área e dois meias de criação encostando nos homens da frente e o apoio alternado dos laterais, não se tinha mais a necessidade de se contar com dois volantes.

Então duas substituições eram necessárias nas equipes, no Paraná tiraria Karl e Andrew e colocaria Luiz Fernando e Léo Castro, já no Figueirense Nonato e Diego Gonçalves sairiam para Guilherme e Nicholas entrarem, para conseguir a vitória o 4-2-3-1 teria que ser desfeito e ser colocado o 4-3-3.

As equipes não mudaram de posição na tabela, mas com a vitória o Figueirense 17º (1º da zona do rebaixamento) chegou aos 28 pontos e está a um ponto apenas do Paraná 16º ( último fora do Z4) com 29 pontos, os times voltarão a campo no sábado (12) o Paraná viaja á Belo Horizonte onde enfrentará o vice-líder e semifinallista da Copa do Brasil o América/MG ás 18:30 na Arena Independência, duelo dificílimo para os paranistas, já o Figueirense no Orlando Scarpeli em Florianopólis recebe o Cuiabá 4º colocado ás 16:00, confronto duro também para o figueira.

Ficha Técnica

PARANÁ - 0

Renan; Paulo Henrique, Philipe Maia, Rafael Lima e Hurtado (Higor Miritão); Karl, Luan (Gabriel Pires) e Thiago Alves; Vitinho (Léo Castro), Andrey (Luiz Fernando) e Andrew (Guilherme Biteco).

Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

FIGUEIRENSE - 2

Rodolfo Castro; Everton Santos, Guilherme Thiago, Vitor Mendes e Renan Luís; Patrick, Nonato (Jonathan) e Dudu (Guilherme); Bruno Michel (Alemão), Diego Gonçalves (Lucas Carvalho) e Alecsandro (Geovane Itinga).

Técnico: Jorginho.

Gols: Bruno Michel (FIG), aos 20 minutos do segundo tempo; Guilherme (FIG), aos 38 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Vitinho (PAR); Dudu e Alecsandro (FIG)

Arbitragem: Emerson de Almeida Ferreira, auxiliado por Frederico Soares Vilarinho e Leonardo Henrique Pereira (trio de Minas Gerais)

Estádio: Durival Brito - Curitiba/PR

Data: 09 de dezembro de 2020

Hora: 19:15





segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Inglaterra é campeã da Autumn Nations Cup

 A Seleção inglesa de rugby  venceu a 1ª edição da competição com uma vitória dramática sobre a rival histórica França somente no 2º tempo da prorrogação.


Foto: Divulgação Autumn Nations Cup

A Inglaterra é a primeira campeã da Autumn Nations Cup (competição que em 2020 substituiu a Autumn Internationals*), no domingo (6) venceu a rival França por 22 a 19 em uma virada dramática, com a penalidade da vitória convertida por Owen Farell (o capitão inglês errou quatro penalidades das oito que teve no jogo) no 2º tempo da prorrogação em Twickenham (Londres), no 1º tempo do tempo extra poderia já poderia ter definido a partida em favor dos ingleses. mas ele errou apenalidade.

Mesmo jogando em casa contra um adversário com o seu time b devido ao acordo com os clubes franceses, pois a rodada do campeonato nacional conhecidia com a decisão contra os ingleses, a equipe inglesa depois de uma penalidade convertida sofreu a virada da França, após isso ficou atrás do placar diante da jovem e valente equipe francesa, somente no final do tempo regulamentar foi que a Inglaterra conseguiu o try e a conversão de 2 pontos para deixar tudo igual em 19 a 19.

Pelo regulamento da competição o jogo deveria ter terminado com o empate, mas acabou se decidindo por fazer a prorrogação e somente no segundo tempo da prorrogação que a vitória inglesa foi definida com o ponto de ouro na penalidade convertida por Owen Farell que foi o maior pontuador da competição com 46 pontos.



Vídeo: You Tube GG MONTAGES
MELHORES MOMENTOS - INGLATERRA 22 A 19 FRANÇA


No confronto que envolvia muita rivalidade entre as equipes foi marcado por muita marcação, tanto que só tivemos dois tries na partida um para cada lado, assim o equlíbrio foi o tom do jogo entre os rivais históricos. 

A França esteve excelente durante todo o jogo, apesar de Fabien Galthie ter colocado uma equipe de segunda linha devido a um acordo entre a Federação Francesa e os clubes do TOP14 de que os jogadores só poderiam jogar três partidas, 2.000 torcedores estiveram presentes nesse grande duelo, assim a Inglaterra de Eddie Jones encontrou muitas dificuldades para superar os franceses no jogo decisivo da Autumn Nations Cup.

O JOGO 

1º TEMPO

A Inglaterra aos minutos com Farrel faz 3 a 0, mas aos 15 minutos o jovem time francês vira com o try de Dulin após grande jogada de Jaibert que acertou a conversão de pontos na sequência 7 a 3 França, aos 19 minutos Daly converteu a penalidade e colocou os ingleses de volta aos jogos 7 a 6, o jogo continuava pegado com as defesas superando os ataques, aos 28 e 36 minutos Jaibert converte duas penalidades 13 a 6 para os visitantes, que no finalzinho da primeira etapa impediram um try do time da casa na sua linha de gol, proporcionando o knock on inglês e ficando com a posse da bola.

2º TEMPO

O time da casa começa em cima na segunda etapa conseguindo quatro penalidades (apenas uma convertida), pois a forte defesa francesa impedia progressões maiores dos ingleses, após treis erros Farell aos 8 minutos em uma penalidade diminuiu a deiferença dos visitantes 13 a 9, a partida seguia com a Inglaterra forçando e a defesa da França resistindo bravamente, depois vieram trocas de penalidades para cada lado, aos 30 minutos Carbonel converte mais treis pontos 16 a 9, aos 33 minutos Farell diminui 16 a 12, mas aos 36 minutos novamente Carbonel deixa os franceses em vantagem 19 a 12, agora só um try com a conversão de dois pontos safa o time Eddie Jones, mas após Raka desperdiçar a posse de bola para os Bleus assim os mandantes obteram o lateral, então aos 40 minutos na última tentativa inglesa saiu o try com Cowan-Dickie e Farell converteu os dois pontos, final do tempo regulamentar 19 a 19, vamos para prorrogação.

PRORROGAÇÃO

Logo no primeiro minuto do tempo extra foi marcada a penalidade para Inglaterra mas o chute de Farell bate no poste direito e saiu, era a chance dos ingleses matarem o jogo, a França ainda tentou drop goal (1 ponto) mas falhou no chute, assim o tom dramático da partida seguia com a indefinição do vencedor, com qualquer um dos duas seleções podendo vencer os nervos estavam a flor da pele, aos 6 minutos do segundo tempo penalidade para Inglaterra e dessa vez Farell acertou e deu a vitória suada e de virada para os ingleses, garantindo o título da 1ª Autumn Nations Cup.


**6 de dezembro de 2020, 11:00 (horário de Brasília)

Inglaterra  22-19 (prorrogação) França
Try: Cowan-Dickie 80 'c
Conversão 2 pontos: Farrell (1/1) 80'
Penalidades: Farrell (4/8) 8 ', 48', 73 ', 96' 
Daly (1/1) 19 '

Try: Dulin 15 'c
Conversão 2 pontos: Jalibert (1/1) 16'
Penalidades: Jalibert (2/2) 28 ', 36'
Carbonel (2/2) 70 ', 76'

Twickenham Stadium , Londres
Público: 2.000 

Árbitro: Andrew Brace ( Irlanda ) 
Árbitros assistentes
Frank Murphy ( Irlanda )
Craig Evans ( País de Gales )
TMO (Television Match Official) - Árbitro de Vídeo
Ben Whitehouse ( País de Gales )


Melhor jogador em campo: 
Billy Vunipola (Inglaterra)


Maior pontuador do torneioInglaterra Owen Farrell 46 pontos
Melhor Jogador do torneioInglaterra Tom Curry

No rugby são dois tempos de 40 minutos e na prorrogação temos dois tempos de 10 minutos.

Disputa 3º e 4º lugar Irlanda 31- 16 Escócia
Disputa 5º e 6º lugar País de Gales 38 -18 Itália
Disputa 7º e 8º lugar Geórgia 24 - 38 Fiji


CLASSIFICAÇÃO FINAL

1º INGLATERRA
2º FRANÇA
3º IRLANDA
4º ESCÓCIA
5º PAÍS DE GALES
6º ITÁLIA
7º FIJI
8º GEÓRGIA


** Fonte wikipédia

*Autumn Internationals - São partidas de teste que são disputadas em novembro de cada ano com organização da World Rugby (entidade máxima do rugby mundial), as seleções européias como: Escócia, França, Irlanda, Itália, Inglaterra e País de Gales jogam em casa contra Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. As seleções de segunda linha , como as dos países da América do Norte e do Pacífico, também costumam ter jogos.

Cada equipe joga três ou quatro partidas de teste, as equipes visitantes também podem jogar contra equipes não nacionais, de províncias ou clubes, como. Uma das destas seleções: Austrália, Nova Zelândia ou África do Sul joga contra o clube dos *Bárbaros convidados no tradicional 'Desafio Final', geralmente no  Twickenham Stadium, em Londres, Inglaterra.

*Bárbaros FC - É uma equipe britânica de rugby, desde 2011 os jogadores são convidados para participar do time, são jogadores de 31 países diferentes, e costumam jogar apenas seis amistosos por ano contara seleções nacionais.

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