O terceiro passo brasileiro rumo ao título mundial, contou com um show a parte do camisa 11 brasileiro que enlouqueceu os soviéticos em campo, na vitória por 2 a 0, garantindo a classificação para as quartas de final.
A terceira partida do Brasil pelo Gripo 4 na Copa do Mundo de 1958 na Suécia, foi marcada pela grande atuação de Garrincha, que entortou os soviéticos com os seus dribles desconcertantes, ele foi uma das três mudanças na Seleção Brasileira para o duelo do dia 15 de junho, e mais uma vez jogando no Estádio de Nua Ullevi, em Gotemburgo, vitória brasileira por 2 a 0 diante da temida União Soviética, uma das favoritas ao título, com dois gols de Vavá.
O empate por 0 a 0 diante da Inglaterra deixou os brasileiros apreensivos, uma comissão de jogadores, tendo a frente Didi, Bellini e Nílton Santos, pediu a entrada de Garrincha e Pelé no time, Zito já estava escalado, até porque Dino Sani estava contundido, Feola tinha resistência aos atacantes brasileiros, com Pelé era os seus 17 anos e vinha de uma contusão, quanto a Garrincha, o técnico não confiava, mas os jogadores foram insistentes e convenceram o treinador.
Para as entradas de Garrincha e Pelé, foram sacados Joel e Mazzola, eram mudanças importantes no meio-campo e no atacante da equipe que iniciou o jogo com a Inglaterra, a tarde era mesmo de Garrincha, logo no primeiro lance do jogo ele deixou Kuznetsov e Krijevski perdidos com seus dribles, o camisa 11 do Brasil acabou com o lado esquerdo da defesa soviética, deixando claro que os jogadores brasileiros estavam certos de o pedirem no time titular.
No Estádio de Nya Ullevi, os 50.928 presentes viram logo no início do jogo Garrincha diblar várias vezes Kusnetsov, obrigando o técnico Gavriil Kachalin a pedir reforço na marcação do ponta-direita brasileiro de Krijevski, o que não adiantou pois o camisa 11 do Brasil diblou os dois e cruzou para Didi, ajeitar sutilmente para Vavá fazer o 1 a 0 aos 2 minutos de jogo, a Seleção Brasileira mostrava que vinha em busca de mais uma vitória na Copa de 1958.
Os jogadores do lado esquerdo da defesa soviética tinha em Garrincha o seu inferno astral, o ponta-direita estava infernal, percebendo a cintura dura de seus marcadores, ele se divertia com a bola nos pés, gingando, driblando, enganando os atônitos soviéticos, era o camisa 11 dando o seu show a parte e enlouquecendo os adversários.
Com o camisa 11 inspirado o Brasil era melhor em campo, mas não conseguiu ampliar o placar no primeiro tempo, o segundo gol saiu apenas aos 31 minutos do segundo tempo novamente com Vavá, depois de mais uma jogada genial iniciada pelo ponta-direita, definindo o placar do jogo em 2 a 0 para Seleção Brasileira, avançando a fase de mata-mata em 1° lugar do Grupo 4 com 5 pontos.
Se Garrincha foi grande destaque do jogo com seus dribles desconcertantes, Pelé outro que foi pedido pelo jogadores para ser titular diante da União Soviética, voltando de contusão sofrida no jogo de despedida da Seleção no Brasil, teve uma atuação apagada, um ou outro bom lance, nada que levasse a acreditar que ele ainda poderia fazer de espetacular na Copa e que depois se tornaria o Rei do Futebol.
Brasil (4 2 4) - Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando e Nílton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo.
Técnico: Vicente Feola
União Soviética (2 3 5) - Yasshin; Kessarev e Krijevski; Kusnetsov, Voinov e Tsayev; Ivanov, Valentine, Simonyan, Igor Netto e Ilyin.
Técnico: Gavriil Kachalin