As guerreiras grenás depois de um início complicado conquistaram pela segunda vez a taça da Libertadores, o outro título tinha sido em 2015.
A Ferroviária sagrou-se campeã da Copa Libertadores Feminina 2020, na noite do último domingo (21) no estádio José Amalfitani em Buenos Aires na Argentina, com a vitória suada por 2 a 1 frente ao América de Cali da Colômbia, em jogo equilibrado a Ferrinha saiu na frente, sofreu o empate e depois fez mais um gol e garantiu o seu bicampeonato, a equipe de Araraquara havia sido vice-campeão em 2019 quando perdeu para o Corinthians por 2 a 0, com a conquista de 2015 e a de 2020 se tornou bicampeão do torneio sul-americano.
Imagem: Divulgação ConmebolA Ferroviária não era uma das principais favoritas ao título, estava atrás de Libertad/Limpeño que por sinal lhe aplicou uma goleada de 4 a 0 na sua estréia na competição, do Avaí Kindermann e Corinthians, as duas primeiras as grandes decepções do torneio não passaram da primeira fase, já as alvinegras acabaram caindo na semifinal para o América de Cali após empate de 1 a 1 e derrota nos pênaltis (4 x 3), as corinthianas eram as grandes favoritas a conquista da Libertadores Feminina, pelo fato de terem a melhor equipe tecnicamente da competição, assim com essas equipes de fora da disputa pelo título, a Ferrinha conseguiu o seu grande objetivo que era levar pra casa a taça de campeão.
A equipe de Araraquara teve um caminho difícil para conquistar o seu bicampeonato, na primeira fase da competição no grupo D, perdeu por 4 a 0 o Libertad/Limpeño, sofreu para empatar em 1 a 1 com o Penãrol e aí foi para o tudo ou nada contra o Universidad de Chile que já estava classificada e colocou a campo sua equipe reserva, então melhor para a equipe brasileira que goleou por 4 a 1, mas que ainda tinha que aguardar o resultado de Libertad/Limpeño x Penãrol, com o 0 a 0 as guerreiras grenás vibraram com a classificação em 2º lugar no grupo com 4 pontos - 1V, 1E e 1D, GP 5 GC 6 A a classificação foi por 1 gol a mais marcado em relação ao time paraguaio que fez 4 e tomou 5 gols, foi na raça, quando muitos já davam a Ferrinha como eliminada.
Nas quartas de final o adversário o River Plate que jogava em casa, mais um grande desafio para as guerreiras grenás, a vitória por 1 a 0 veio no finalzinho do jogo, ufa mais um obstáculo passado, agora na semifinal o reencontro com as chilenas do Universidad de Chile, em mente das jogadoras a boa lembrança da classificação as quartas de final, mas dessa vez o time do Chile vinha com as suas melhores jogadoras, jogo duro, difícil, após o 0 a 0 a decisão da vaga para final veio nos pênaltis, vitória brasileira por 7 a 6, onde a goleira Luciana pegou 3 penalidades e foi a heroína da classificação, novamente a Ferrinha na final, a chance do bicampeonato agora era real, depois de um início difícil, a equipe se superou na competição e o título veio com a vitória por 2 a 1 diante do América de Cali. Os grandes destaques da equipe são: Luciana, Barrinha, Luana, Sochor e Aline Milene.
Lindsay Camila entra pra história da Libertadores e do futebol brasileiro feminino ao ser a primeira mulher a conquistar a competição como técnica. Aos 38 anos, ela assumiu a Ferrinha em janeiro, após uma longa passagem pelo futebol francês e também pela seleção brasileira de base como auxiliar. Logo em seu torneio de estreia com as Guerreiras, levou a principal taça do continente!
As equipes brasileiras mandam na Libertadores Feminina, nas 12 edições tivemos pelo menos um time do Brasil na decisão, são 9 títulos e três vices, veja abaixo quem são estas equipes campeãs do nosso país.
Apenas três intrusas o Colo Colo-CHI (2012), Sportivo Limpenõ-PAR (2016) e Atlético Huila-COL (2018), veja abaixo todos os campeões da história curta da Libertadores Feminina.
Imagem: Divulgação Conmebol
Na edição de 2020 a Libertadores Feminina nos mostrou surpresas positivas e negativas ao longo da competição
POSITIVAS
Universidad de Chile - A equipe chilena que ficou em 4º lugar, foi uma grata surpresa, tinha a perspectiva de não passar da fase de grupos mas terminou como 1º do grupo D, que tinha a Ferroviária e o Libertad/Limpeño os favoritos as duas vagas do grupo e também pela luta ao título da competição.
América de Cali - A equipe colombiana alcançou o vice-campeonato, mas conseguiu a maior façanha do campeonato ao eliminar o poderoso Corinthians na semifinal nos pênaltis por 4 a 3 (a goleira Tapia pegou duas penalidades, a heroína colombiana que parou a máquina corinthiana), após o empate de 1 a 1 com o seu gol marcado aos 48 minutos do 2º tempo, por sinal foi o único gol que sofreu a equipe brasileira no torneio, uma classificação muito comemorada pelo time da Colômbia, que deu o troco da edição de 2019, quando foi eliminada pelo Timão nesta mesma fase ao perder por 4 a 0 no Equador, fez uma boa participação nesta Libertadores Feminina ao alcançar o improvável 2º lugar e subiu um degrau no pódio em relação a 2019 onde ficou em 3º lugar.
Ferroviária - A equipe brasileira não estava como uma das grandes favoritas ao título, corria por fora, mas conquistou o bicampeonato com muito suor, conseguiu a classificação para as quartas de final de forma dramática, sofreu para eliminar River Plate e Universidad de Chile, representaram bem o apelido de guerreiras grenás, e a final a tinha que ser no sofrimento também né, uma vitória suada diante do América de Cali por 2 a 1, tiveram um início complicado, mas foram se superando na sequência competição até chegarem a conquista título após muita luta, foi grande exemplo de superação do torneio.
NEGATIVAS
Avaí/Kindermann - Outro representante brasileiro na competição, o atual vice-campeão do Brasil tinha a condição de brigar pelo título, mas a equipe decepcionou, não passou da primeira fase no grupo C que tinha Boca Juniors-ARG, Santiago Morning-CHI e Deportivo Trópico-BOL, ficou em 3º lugar com 4 pontos, perdeu a classificação para as quartas de final para equipe chilena que fez 5 pontos no grupo.
Libertad/Limpeño - A equipe paraguaia era favorita a vaga para as quartas de final e pela briga de título, por fim assim como o Avaí/Kindermann não conseguiu nem um nem outro, foi superada de forma surpreendente pela Ferroviária que alcançou os mesmos 4 pontos, e levou a 2ª vaga no grupo pelo número de gols marcados 6 contra 5, uma decepção para o futebol paraguaio, que apostava que o time fosse bem mais longe no torneio.
MENÇÃO HONROSA
Mesmo caindo na semifinal para o América de Cali, o Corinhians é o campeão moral da competição, pois em 6 jogos foram 5V e 1E, 39 gols marcados e apenas 1 gol sofrido, só teve a infelicidade de levar um gol aos 48 minutos do segundo tempo no empate de 1 a 1 com as colombianas e pararam nos pênaltis, uma grande perca para futebol esta equipe tão qualificada ter sido eliminada dessa maneira, na disputa do 3º e 4º lugares o Timão voltou a golear por 4 a 0 o Universidad de Chile, pra mim mesmo não sendo campeão foi a melhor equipe do torneio.
A competição teve o total de 127 gols em 32 jogos uma média de 3,96 gols por partida, Grazi, Gabi Nunes e Victória Albuquerque do Corinthians foram as artilheiras da competição. Agora a edição de 2021 da Copa Libertadores Feminina, será no Chile de 30 de setembro a 16 de Outubro, no momento temos apenas quatro equipes classificadas são elas: Ferroviária, campeã da Libertadores 2020, Corinthians, campeão brasileiro de 2020, Avaí/Kindermann, vice-campeão brasileiro 2020 e o Nacional, campeão uruguaio de 2020.
Este foi o sexto e último texto da cobertura da Libertadores Feminina 2020, tudo iniciou em 6 de março e hoje no dia 22 de março concluo a cobertura desta grande competição do futebol feminino sul-americano.