sábado, 20 de novembro de 2021

Visão de jogo - Corinthians 8 x 0 Nacional (URU)

  A goleada do Corinthians frente ao Nacional (URU) na semifinal da Libertadores fem 2021, serviu como manifesto ao racismo. 

Foto: Divulgação Libertadores Feminina 

O Corinthians veio a campo no 4 - 4 - 2, já o Nacional no 3 - 5 - 2, como já era de se esperar um Timão em cima da equipe uruguaia que se postava atrás jogando de forma reativa, as uruguaias faziam uma linha de 5 na frente da sua área e mais a frente outra linha com 3 e na intermediária corinthiana as duas atacantes atrapalhando a saída de bola da equipe brasileira. 

O Timão encontrava dificuldades para chegar com perigo a meta uruguaia, pois o Nacional estava com a marcação encaixada, as duas atacantes chegavam nas zagueiras corinthianas que acionavam pelos lados do campo as laterais que avançavam um pouco além do meio campo.

Com isso as laterais ficavam presas atrás e não chegavam muito ao apoio no ataque, porque no trio do meio campo defensivo uruguaio tinha duas volantes pelos lados, que dificultavam as ações ofensivas das laterais alvinegras, e a meia uruguaia diminuía o espaço da volante corinthiana, mas mesmo assim o Corinthians encontrou alguns espaços na intermédia adversária já que a marcação era individual.

A maior dificuldade corinthiana era realmente romper a última linha com 5 defensoras, treis zagueiras e duas alas, o timão dispunha a frente três meias e duas atacantes, o último terço de campo tinha a marcação mulher a mulher e a defesa jogando em linha, mesmo com a marcação acertada por parte da equipe uruguaia, o Timão abriu o placar aos 10 minutos de jogo com a cabeçada da zagueira Giovana Campiolo após escanteio da direita cobrado por Yasmim.

O Corinthians usava o toque de bola e as movimentações  das suas jogadoras para encontrar espaços na defesa uruguaia, já o Nacional jogava no erro do Timão para ameaçar a defesa corinthiana, as maiores oportunidades eram em lances de bolas paradas em faltas, escanteios ou bolas esticadas para as atacantes. 

O Timão pressionava o Nacional que se defendia muito bem, terminando o 1° tempo com apenas 1 a 0 no placar, o alvinegro começava o seu jogo com as zagueiras Pardal e Giovanna Campiolo, que recebiam a marcação das atacantes Morales e Pizarro, as laterais Yasmin pela esquerda e Poliana do outro lado, eram opções de jogadas pelos lados, mas as volantes Cecília Gómez e Luciana Gómez bloqueavam os acesso ofensivos das corinthianas, a meia Bermúdez não dava liberdade para volante Gabi Zanotti.

Na última linha defensiva uruguaia o Corinthians tinha pela esquerda a meia Tamires e a atacante Victoria Albuquerque, na direita eram as meias Diany, Gabi Portilho e a atacante Adriana formando a linha ofensiva da equipe brasileira, já o bloqueio uruguaio era composto pela ala direita Ângela Gómez e Vieira na ala esquerda, junto com as zagueiras Costa, Colman e Ferradans. Era a alternativa das uruguaias para conter o ímpeto corinthiano que atacava principalmente pelo lado direito de ataque.


Foto: Divulgação Corinthians 

Foto: Divulgação Nacional

Mas o 2° tempo se mostrou diferente da primeira etapa, não só pelo fim da chuva onde o Timão acabou sendo prejudicado por ser uma equipe técnica, já o Nacional ficou bem desgastado fisicamente devido ao seu jogo reativo. 

O Corinthians encontrava mais facilidade do seu jogo ofensivo, tanto que aos 4 minutos saiu o golaço de Diany, que fintou Colman e chutou de bico do lado direito da meia lua adversária acertando o ângulo de Villanueva 2 a 0 Timão.

A equipe brasileira continuava em cima das uruguaias e aos 9 minutos saiu mais um do Corinthians, bola na frente para Adriana no lado direito de ataque corinthiano, ela saiu na cara da Villanueva que defendeu o chute, no rebote a camisa 16 deu a assistência para Victória Albuquerque fazer de voleio no meio da área sem goleira, começava a se desenhar a goleada alvinegra 3 a 0.

A equipe brasileira assim conseguia uma tranquilidade no placar e justamente pelo lado (direito de ataque) que foi tão explorado na primeira etapa, as jogadoras uruguaias sentiram o golpe de sofrerem dois gols em um intervalo de cinco minutos e com apenas nove minutos do 2° tempo. 

A equipe uruguaia não demonstrava mais resistência a imposição corinthiana no ataque e nenhum poder de reação na partida. Então mais do que nunca se tornou um ataque contra defesa, o Corinthians com liberdade em trabalhar o seu ataque na intermediária do Nacional e agredindo a última linha defensiva uruguaia que tanto foi resistente na primeira etapa, agora já se mostrava frágil devido ao placar e a questão física. 

O Nacional estava entregue em campo, aí saiu mais um gol do Timão, bola na esquerda do ataque corinthiano próximo a linha de fundo Tamires cruzou para área Villanueva não conseguiu cortar e a bola bate em Gabi Portilho e entra na meta uruguaia vazia taí o 4 a 0 aos 17 minutos, dessa vez o espaço foi do lado esquerdo do ataque das brasileiras.

 E não demorou muito para sair o quinto gol, aos 19 minutos Andressinha pelo meio da intermediária adversária lançou a bola na área para Victória Albuquerque, que ajeitou de peito para Jheniffer chegar batendo a queima roupa de Villanueva, o curioso é que foi o primeiro toque na bola e a centroavante foi a rede.

O desgaste físico das uruguaias era evidente tanto que a marcação tinha enorme dificuldade de encaixar, assim o Corinthians melhor tecnicamente e fisicamente sobrava em campo, o Nacional no jogo só chegava de forma esporádica em lances de bolas paradas, muito pouco ofensivamente para uma equipe que tinha pela frente o Timão, o que fez de melhor no duelo foi o primeiro tempo quando a marcação tava encaixada.

Com um Nacional bagunçado, o Timão fez 6 a 0 de pênalti com Adriana que acertou o ângulo direito de Villanueva, após uma boa jogada na direita de ataque corinthiano Gabi Portilho foi derrubada na área por Colman, depois do gol surgiu o ato racista de uma jogadora uruguaia contra a camisa 16 do Timão, paralisando o jogo por cerca de cinco minutos, e só dava Corinthians que pressionava as uruguaias mesmo com um placar dilatado.

Aos 38 minutos Juliete arrisca do lado esquerdo da meia lua da defesa adversária e acerta o canto direito de Villanueva fazendo 7 a 0, mesmo com as substituições nas equipes Nacional (3) e Corinthians (5) não mudou as formações táticas dos times 3-5-2 e 4-4-2, e o Timão dominante tanto que veio o oitavo gol com Grazi, de frente a área uruguaia Jheniffer joga a bola na área Diany domina, gira e da assistência para camisa 7 tocar por baixo de Villanueva aos 44 minutos decretando a goleada alvinegra.

Na comemoração Grazi e Diany estenderam o braços direito com os punhos cerrados, gesto que foi repetido pelo banco corinthiano, era o manifesto do Corinthians ao ato de racismo contra Adriana.

Mesmo com as entradas de Ferrada (lesão Morales) ainda no primeiro tempo e Lemos (Ângela Gómez) na segunda etapa, a equipe uruguaia continuava a mesma se portando de maneira reativa, até porque as substituições foram por questão física, já no finalzinho veio a campo Acevedo (Luciana Gómez).

Entraram no Corinthians  Katiuscia (Poliana), Juliete (Pardal), Grazi (Tamires), Andressinha (Gabi Portilho) e Jheniffer (Victória Albuquerque) em campo, com essas trocas o time manteve o ritmo forte do segundo tempo e impôs uma sonora goleada.












Racismo Não

 A goleada do Corinthians frente ao Nacional (URU) na semifinal da Libertadores fem 2021, serviu como manifesto contra o racismo.  

Foto: Divulgação Paulistão Feminino 

O confronto entre Nacional (URU) e Corinthians pela semifinal da Libertadores fem, na última terça-feira (16), no estádio Manuel Ferreira em Assunção (PAR), não  ficou marcado apenas pela goleada histórica por 8 a 0 do Timão frente as uruguaias. 

Mas também pelo ato racista de uma uruguaia a Adriana (aniversariante do dia 17 de novembro)após o sexto gol da equipe brasileira, a jogadora do Uruguai a chamou de macaca, o que a camisa 16 não escutou e só ficou sabendo por outras companheiras de time, isso acabou gerando uma confusão entre as jogadoras em campo e o jogo ficou paralisado por cerca de cinco minutos, a atacante Victória Albuquerque chorou diante do fato ocorrido. 

Este ato racista da jogadora uruguaia é repugnavel não só no meio do futebol como na sociedade, é muito triste que em pleno 2021 ainda exista o racismo. Racismo é crime e deve ser aplicado no rigor da lei a quem comete esta ação. 

É inadmissível as vésperas do dia 20 de novembro onde no Brasil é comemorado o dia da consciência negra, termos essa atitude racista da uruguaia frente a brasileira, um ato desse tipo é inaceitável, o oitavo gol corinthiano foi comerado por Grazi e Diany com o gesto  contra o racismo (punho fechado e braço direito erguido), o banco do alvinegro também replicou o gesto em apoio.

A goleada corinthiana representou o repúdio que devemos ter a qualquer ato racista contra qualquer pessoa, não se importantando quem que seja o autor(a). As jogadoras uruguaias apesar da goleada, foram leais e não apelaram para violência, mas este ato racista foi pior que qualquer agressão física. 



segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Caruaru City e Íbis disputarão o Campeonato Pernambuco de 2022

 O Leopardo do agreste e o Pássaro preto da grande recife, mais conhecido como o pior time do mundo, estarão no Pernambucano da Série A1 no próximo ano.

Foto: Rafael Vieira/FPF

O novato Caruaru City (filiado a FPF em 2021), no seu primeiro campeonato como profissional se tornou campeão, um clube de apenas seis anos de existência que surgiu com equipes do futebol de base (sub 17 e sub 20) e adulta no society, já disputará o Campeonato Pernambuco de 2022 , graças ao empate em casa em 0 a 0 com o América. 

Já o velho conhecido Íbis, retorna a primeira divisão após 22 anos, a última vez que esteve na elite pernambucana foi em 2000, foram 21 temporadas no Pernambucano da Série A2, o curioso é que tanto em 2021 como em 1999 foi vice-campeão perdendo para equipes de Caruaru, no final da década de 90 foi o Central e neste ano para o Caruaru City, a vaga foi conquistada com o empate em 2 a 2 com o Petrolina fora de casa.

Os empates das equipes foram no último domingo (14), elas ficaram com as vagas de Central e Vitória das Tabocas, que acabaram sendo rebaixados no Campeonato Pernambucano de 2021, tanto Caruaru City como Íbis serão os únicos representantes de Caruaru e Paulista na primeira divisão pernambucana.

Além do Central, o Porto está na Série A2 desde 2017, assim o Caruaru City representará a capital do forró no próximo Campeonato Pernambuco, já pelos lados da capital dos eucaliptos o América era a outra equipe que poderia subir, mas ficará mais um ano na segunda divisão pernambucana, então o Íbis será a equipe paulistense na primeira divisão pernambucana em 2022.


Classificação - Quadrangular Final

                              PT  J   V   E    D    GP   GC   S

1° Caruaru City   5     3   1   2    0      3       1     2

2° Íbis                   5     3   1   2    0      4       3     1

3° Petrolina         4     3   1    1    1     4        5    -1

4° América           1    3   0    1    2     1        3    -2


CAMPANHAS

                            J   V  E  D   GP  GC  S  

Caruaru City    12  5   6   1   17   7   10

Íbis                    12  6   4   2   15   8    7


FPF - Federação Pernambucana de Futebol 

Pior time do mundo - No final da década de 70 e início dos anos 80 o Íbis chegou a marca de 23 jogos sem vencer, sendo nove derrotas seguidas. 

Por quase quatro anos ( treis anos 11 meses) o time não venceu um jogo sequer, fez o clube pernambucano entrar na publicação anual do Guinness Book (Livro dos Recordes).

O livro é conhecido por destacar recordes mundiais, assim jornalistas na época deram esta marca ao pássaro preto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

O que foi Liverpool 2 x 0 Atlético de Madrid

 Ingleses e espanhóis se enfrentaram pela 4° Rodada do Grupo B, na fase de grupos da Liga dos Campeões 21/22.

Arte: Divulgação/UEFA 

No dia 3 de novembro em Anfield (Liverpool - Inglaterra), o Liverpool com propriedade fez 2 a 0 no Atlético de Madrid e conseguiu a classificação antecipada para as oitavas de final da competição européia, restando duas rodadas para o fim da fase de grupos.  

O time da casa veio a campo no 4 - 3 - 3, desde o início propôs o jogo criando as suas principais jogadas pelo lado direito de ataque com Alexander Arnold, Henderson e Salah se entendendo muito bem. Já o visitante se apresentava reativo com o seu 3 - 4 - 3, em que se fechava com uma linha de 5 e outra mais a frente de 4, com objetivo de jogar no erro do adversário. 

As equipes em campo apresentavam as características dos seus treinadores, enquanto Jurgen Klopp gosta que seus comandados joguem com a bola no pé, os jogadores de Diego Simeone deixam a bola com o adversário. 

O trio ofensivo do Liverpool estava levando a vantagem frente a Carrasco, De Paul e Hermoso, que tinham dificuldades para conter os avanços dos Reds, que quebravam a marcação dos colchoneros com aproximação, movimentação, velocidade e triangulações.

E não demorou muito para sair o gol do Liverpool, Alexander Arnold cruzou a bola da direita e encontrou do outro lado na área Diogo Jota que cabeceou com liberdade a direita de Oblak, abrindo o placar aos 13 minutos, depois aos 21 minutos mais um gol do time da casa, dessa vez Mané que na área desviou para o gol o chute de fora da área de Arnold. 

 Com os gols o Liverpool se apresentava superior e controlava o jogo, o Atlético de Madrid não conseguia sair em contra-ataque, ficando sufocado pelos Reds, que ainda tinha uma boa alternativa pelo lado esquerdo com Oxlade Chamberland, Tsimikas e Mané, e assim como do lado esquerdo Tripier, Koke e Filipe tiveram trabalho para conter as investidas do time da casa. 

Além de maneira esporádica Matip, De Vrij e Fabinho avançavam, tornando praticamente um ataque contra defesa, o Liverpool fez dois mas poderia ter saído do 1° tempo com uma goleada, Oblak fez pelo menos duas defesas importantes. Aos 36 minutos de jogo Filipe foi expulso e deixou o Atleti com um a menos em campo  ao fazer uma falta violenta em Mané, assim a equipe mudou taticamente para o 4 - 2 - 3.

O 2° tempo foi o momento das substituições, VAR e alterações táticas, logo na volta a campo das equipes Firmino entrou no lugar de Mané, assim Diogo Jota que estava centralizado no ataque foi para o lado esquerdo ofensivo faixa que ocupava o senegalês. 

Com 4 minutos o VAR apontou impedimento erroneamente de Diogo Jota, seria o 3 x 0 no placar, novamente aos 12 minutos o VAR de maneira acertada apontou impedimento no ataque do Atlético de Madrid, anterior ao chute de Suárez de fora da área que havia desviado em Fabinho e tirado a possibilidade de defesa de Alisson. 

Aos 14 minutos aos duas equipes fizeram trocas, no mandante entrou Thiago Alcântara e saiu Fabinho, assim Henderson ficou centralizado no meio e Alcântara caindo pela faixa direita de ataque dando uma dinâmica maior por aquele lado que caiu na segunda etapa. 

A equipe estava atacando mais pelo lado esquerdo ofensivo com Chamberlain, Tsimikas e Diogo Jota e ainda contou com avanços alternados dos zagueiros Matip e De Vrij ao ataque, o primeiro deu a assistência para no gol anulado de Diogo Jota.

Já no Atlético de Madrid entraram Herrera e Renan Lodi, saíram Suárez e João Félix, assim Herrera e Carrasco foram para o ataque e Lodi ficou na lateral esquerda, uma alternativa para combater o lado direito ofensivo adversário. 

Com dificuldades para conter os avanços pelo lado direito da sua defesa Simeone fez mais uma mexida dupla as 24 minutos com as entradas de Vrsalijko e Mateus Cunha, deixaram o campo Koke e Carrasco, com isso Vrsalijko entra ao lado de De Paul como volante do lado direito com a intenção de bloquear a linha ofensiva dos Reds, no ataque Herrera passa para o lado esquerdo e Mateus Cunha entra para jogar no meio da área adversária. 

O Liverpool controlava o jogo já o Atlético de Madrid vivia de contra-ataque esporádicos, Simeone resolveu dar a última cartada. Aos 30 minutos tirou Corrêa e colocou Serrano, então os espanhóis mudaram mais uma vez taticamente e passaram atuar no 4 - 3- 2, com Serrano sendo o meia que faltava a equipe desde a saída de Koke.

Aos 33 minutos foi a vez de Klopp mexer na sua equipe,  Firmino sentiu e Origi entrou, Oxadle Chamberland deu lugar a Minamino, o japonês foi para o lado direito do meio, Thiago ficou centralizado e Henderson foi para o lado esquerdo no meio campo. Aos 45 minutos a última mexida do jogo foi dos donos da casa com a entrada de Philips no lugar de Alexander Arnold, a substituição do seis por meia dúzia.  

Imagem: Divulgação Liverpool 

Imagem: Divulgação Atlético de Madrid 

Assim o Liverpool se apresentou melhor e foi merecedor da vitória e a classificação antecipada na Liga dos campeões para oitavas de final. Já o Atlético de Madrid que foi muito mal na partida contra os ingleses, terá dois jogos para buscar a classificação no mata mata da competição européia. 

Corinthians e Apace brigam por vaga na decisão da Liga Nacional

Timão venceu a Apace-PB por 1 a 0 em João Pessoa (PB), e se colocou na briga pela vaga na final da Liga Nacional Loterias Caixa de Futebol d...