Além da rica história na seleção brasileira de beach soccer, o goleiro faz a segunda graduação e gere um projeto social fora das quadras, é um exemplo no esporte e na vida.
Foto: Marina Ziehe/COB
O experiente goleiro de 44 anos, único Pentacampeão de Copas do Mundo Fifa da modalidade, com uma vitoriosa carreira nas quadras de areia principalmente pela seleção brasileira, assim passa para os mais jovens toda a sua experiência onde escreve os últimos capítulos no esporte, fora das quadras segue escrevendo novas histórias no seu projeto social com idosos, concluir a segunda graduação (direito), professor e coordenador de educação física.
Ele vê o esporte como uma ferramenta de transformação e coloca o próprio como exemplo a seguir dentro ou fora das quadras de areia, Mão tem 19 anos de seleção brasileira e logo no início assumiu a titularidade, juntamente com Benjamin e Junior Negrão era um dos símbolos da era de ouro do beach soccer brasileiro, o seu último título mundial foi em 2017.
No momento Mão é reserva na seleção brasileira e recentemente foi campeão dos Jogos Sul-americanos de Praia em Santa Marta (COL), muito próximo do fim da carreira no beach soccer, ele se prepara há anos a transição para vida pós atleta.
"Mesmo estando ainda atleta eu tenho outras atividades. Tenho duas formações acadêmicas na área de Educação Física. Sou especialista em políticas públicas e em educação física para pessoas especiais, professor de educação física e coordenador na facidade onde estudei e tenho projeto social que cuida de idosos de 80 anos, e agora estou caminhando para metade da faculdade de direito. Gosto muito desses desafios, até porque, daqui pouquinho, o esporte vai passar, e o Mão vai deixar de ser Mão dentro da quadra", disse Mão.
Mão é de Vitória (ES) onde nasceu e se criou, teve uma infância difícil chegando a morar na rua e perdeu o pai quando muito novo, sem dinheiro não pôde jogar em escolinha de futsal, então acabou sabendo lhe dar desde cedo com as dificuldades da vida, algo que moldou o seu caráter e lhe deixou mais forte, e foi nessa época que acabou ganhando o apelido por qual é tão conhecido.
"Algumas consoantes e vogais eu não conseguia pronunciar em uma palavra por conta de uma falta de dicção na época de criança. E por ter essa dificuldade eu chamava meu irmão e o chamo até hoje Mão. Mão é ele, só que o apelido ficou comigo. É um apelido bem original por ser goleiro", explicou o goleiro.
Os jogadores do beach soccer da seleção brasileira da atualidade cresceram e se desenvolveram no esporte tendo o goleiro como uma grande referência, assim além das questões do dia a dia da modalidade, ele passa aos companheiros as oportunidades que o esporte pode proporcionar.
"Hoje eu tenho mais passado do que futuro e quero mostrar que eles vão pode conquistar outras coisas como uma faculdade, uma carreira, uma família, algo que vai dar condições de se verem não só como atletas, mas como cidadãos de bem. Fazer do esporte não só ferramenta mercadológica, mas de transformação social. E o que eu puder passar das minhas experiências de vida e esportiva, isso é gratificante. Quero mesmo é deixar esse legado eles", finalizou o camisa 1.