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Foto: Arquivo Pessoal |
O ex-treinador do Desportivo Brasil Sub-20 (SP), do Uberlândia Sub-15 (MG) e com passagem por outras equipes de base como: Ferroviário (MG), Frigoarnaldo (MG) e Riachinho (MG), comentou sobre esse momento delicado em que vivem os jovens jogadores brasileiros, não sabendo ao certo quando voltarão a entrar em campo
Henrique Pereira atualmente gerente de futebol da rede Next Academy no Brasil, relata que devido
ao distanciamento social em razão da pandemia do novo coronavírus, isto vem trazendo consequências para o mundo do futebol, principalmente nas categorias de base no Brasil, onde pouco se discute com que vai fazer com a sequuência da categoria, assim milhares de atletas estão perdendo oportunidades e sendo dispensados por vários times para conter gastos, então diante desse momento delicado que vivem os jovens jogadores brasileiros, é muti díficl pois não sabem ao certo quando voltarão a entrar em campo.
“Não se sabe exatamente como e nem quando vai acabar essa situação, porém, certamente haverá um impacto na vida de todos, por consequência, a carreira também será afetada de alguma forma. Todo o impacto negativo sobre o jogador pode ser minimizado a partir de ações inteligentes e criativas, que possibilitem a melhor preparação possível diante desse quadro caótico que estamos vivendo” afirmou Henrique.
OS IMPACTOS FÍSICOS, E MENTAIS
Henrique destacou que a parada no futebol de base, terá influência na questão física e principalmente na parte mental dos jogadores brasileirosdos..
“A preocupação com o amanhã se chama ansiedade. Todos estamos sujeitos a ela caso não nos concentremos no dia de hoje! O nosso tempo é o hoje! Não é o ontem e nem o amanhã. O impacto nas capacidades físicas e cognitivas vai acontecer em função do destreinamento oriundo deste grande tempo de inatividade, mas cada um vai responder de uma forma diferente em função do princípio da individualidade biológica. O mais importante, na minha visão, é fortalecer a mente e cuidar-se de modo integral: corpo, alma e espírito; mantendo sua força mental elevada, afinal, a mente domina o corpo (pelo menos deveria)" disse Pereira.
RITMO DE JOGO E QUESTÕES TÁTICAS
O treinador também comentou sobre a questão envolvendo o ritmo de jogo e questões táticas, já que com esse tempo sem futebol muitos atletas perderão o ritmo de jogo e demorarão para entrar em forma novamente.
“Cada um vai responder de uma forma diferente. É o princípio da individualidade biológica. No entanto, é fato que "aquilo que não se treina, se esquece" - e esse é o princípio da continuidade/reversibilidade. Essa velocidade de perda de capacidades e competências vai depender de como as mesmas foram adquiridas no princípio da reversibilidade também diz que "o que se adquire mais rapidamente, quando não houver estímulo, será perdido rapidamente". O que se adquiriu mais lentamente, também demorará mais para ser perdido em função do destreinamento", pontuou o técnico.
FORMAÇÃO DOS JOGADORES
Atualmente Henrique lida com jovens entre 13 e 21 anos com uma certa frequência, assim falou sobre como essa paralisação no futebol de base pode ser algo prejudicial na formação dos jogadores no futuro.
“Tudo que influencia o processo de treinamento ou promove destreinamento impactará no processo formativo. Só que é preciso considerar que talvez, tudo isso que está acontecendo com o mundo nos ensine, de alguma forma, o que pode ser feito melhor, de modo mais produtivo, que tenha resultados mais assertivos e duradouros, não só em termos de métodos e processos de treinamento e formação, mas também em relação a usos e costumes da população como um todo. Mas é aquilo que falei anteriormente. Não devemos viver o futuro no dia de hoje, senão certamente seremos acometidos de uma ansiedade grande e essa sim será prejudicial na formação de todos, inclusive dos atletas“, finalizou o gerente da Next Academy no Brasil.
Henrique Pereira, tem especialidade em futebol pela Universidade Federal de Viçosa