sábado, 20 de novembro de 2021

Visão de jogo - Corinthians 8 x 0 Nacional (URU)

  A goleada do Corinthians frente ao Nacional (URU) na semifinal da Libertadores fem 2021, serviu como manifesto ao racismo. 

Foto: Divulgação Libertadores Feminina 

O Corinthians veio a campo no 4 - 4 - 2, já o Nacional no 3 - 5 - 2, como já era de se esperar um Timão em cima da equipe uruguaia que se postava atrás jogando de forma reativa, as uruguaias faziam uma linha de 5 na frente da sua área e mais a frente outra linha com 3 e na intermediária corinthiana as duas atacantes atrapalhando a saída de bola da equipe brasileira. 

O Timão encontrava dificuldades para chegar com perigo a meta uruguaia, pois o Nacional estava com a marcação encaixada, as duas atacantes chegavam nas zagueiras corinthianas que acionavam pelos lados do campo as laterais que avançavam um pouco além do meio campo.

Com isso as laterais ficavam presas atrás e não chegavam muito ao apoio no ataque, porque no trio do meio campo defensivo uruguaio tinha duas volantes pelos lados, que dificultavam as ações ofensivas das laterais alvinegras, e a meia uruguaia diminuía o espaço da volante corinthiana, mas mesmo assim o Corinthians encontrou alguns espaços na intermédia adversária já que a marcação era individual.

A maior dificuldade corinthiana era realmente romper a última linha com 5 defensoras, treis zagueiras e duas alas, o timão dispunha a frente três meias e duas atacantes, o último terço de campo tinha a marcação mulher a mulher e a defesa jogando em linha, mesmo com a marcação acertada por parte da equipe uruguaia, o Timão abriu o placar aos 10 minutos de jogo com a cabeçada da zagueira Giovana Campiolo após escanteio da direita cobrado por Yasmim.

O Corinthians usava o toque de bola e as movimentações  das suas jogadoras para encontrar espaços na defesa uruguaia, já o Nacional jogava no erro do Timão para ameaçar a defesa corinthiana, as maiores oportunidades eram em lances de bolas paradas em faltas, escanteios ou bolas esticadas para as atacantes. 

O Timão pressionava o Nacional que se defendia muito bem, terminando o 1° tempo com apenas 1 a 0 no placar, o alvinegro começava o seu jogo com as zagueiras Pardal e Giovanna Campiolo, que recebiam a marcação das atacantes Morales e Pizarro, as laterais Yasmin pela esquerda e Poliana do outro lado, eram opções de jogadas pelos lados, mas as volantes Cecília Gómez e Luciana Gómez bloqueavam os acesso ofensivos das corinthianas, a meia Bermúdez não dava liberdade para volante Gabi Zanotti.

Na última linha defensiva uruguaia o Corinthians tinha pela esquerda a meia Tamires e a atacante Victoria Albuquerque, na direita eram as meias Diany, Gabi Portilho e a atacante Adriana formando a linha ofensiva da equipe brasileira, já o bloqueio uruguaio era composto pela ala direita Ângela Gómez e Vieira na ala esquerda, junto com as zagueiras Costa, Colman e Ferradans. Era a alternativa das uruguaias para conter o ímpeto corinthiano que atacava principalmente pelo lado direito de ataque.


Foto: Divulgação Corinthians 

Foto: Divulgação Nacional

Mas o 2° tempo se mostrou diferente da primeira etapa, não só pelo fim da chuva onde o Timão acabou sendo prejudicado por ser uma equipe técnica, já o Nacional ficou bem desgastado fisicamente devido ao seu jogo reativo. 

O Corinthians encontrava mais facilidade do seu jogo ofensivo, tanto que aos 4 minutos saiu o golaço de Diany, que fintou Colman e chutou de bico do lado direito da meia lua adversária acertando o ângulo de Villanueva 2 a 0 Timão.

A equipe brasileira continuava em cima das uruguaias e aos 9 minutos saiu mais um do Corinthians, bola na frente para Adriana no lado direito de ataque corinthiano, ela saiu na cara da Villanueva que defendeu o chute, no rebote a camisa 16 deu a assistência para Victória Albuquerque fazer de voleio no meio da área sem goleira, começava a se desenhar a goleada alvinegra 3 a 0.

A equipe brasileira assim conseguia uma tranquilidade no placar e justamente pelo lado (direito de ataque) que foi tão explorado na primeira etapa, as jogadoras uruguaias sentiram o golpe de sofrerem dois gols em um intervalo de cinco minutos e com apenas nove minutos do 2° tempo. 

A equipe uruguaia não demonstrava mais resistência a imposição corinthiana no ataque e nenhum poder de reação na partida. Então mais do que nunca se tornou um ataque contra defesa, o Corinthians com liberdade em trabalhar o seu ataque na intermediária do Nacional e agredindo a última linha defensiva uruguaia que tanto foi resistente na primeira etapa, agora já se mostrava frágil devido ao placar e a questão física. 

O Nacional estava entregue em campo, aí saiu mais um gol do Timão, bola na esquerda do ataque corinthiano próximo a linha de fundo Tamires cruzou para área Villanueva não conseguiu cortar e a bola bate em Gabi Portilho e entra na meta uruguaia vazia taí o 4 a 0 aos 17 minutos, dessa vez o espaço foi do lado esquerdo do ataque das brasileiras.

 E não demorou muito para sair o quinto gol, aos 19 minutos Andressinha pelo meio da intermediária adversária lançou a bola na área para Victória Albuquerque, que ajeitou de peito para Jheniffer chegar batendo a queima roupa de Villanueva, o curioso é que foi o primeiro toque na bola e a centroavante foi a rede.

O desgaste físico das uruguaias era evidente tanto que a marcação tinha enorme dificuldade de encaixar, assim o Corinthians melhor tecnicamente e fisicamente sobrava em campo, o Nacional no jogo só chegava de forma esporádica em lances de bolas paradas, muito pouco ofensivamente para uma equipe que tinha pela frente o Timão, o que fez de melhor no duelo foi o primeiro tempo quando a marcação tava encaixada.

Com um Nacional bagunçado, o Timão fez 6 a 0 de pênalti com Adriana que acertou o ângulo direito de Villanueva, após uma boa jogada na direita de ataque corinthiano Gabi Portilho foi derrubada na área por Colman, depois do gol surgiu o ato racista de uma jogadora uruguaia contra a camisa 16 do Timão, paralisando o jogo por cerca de cinco minutos, e só dava Corinthians que pressionava as uruguaias mesmo com um placar dilatado.

Aos 38 minutos Juliete arrisca do lado esquerdo da meia lua da defesa adversária e acerta o canto direito de Villanueva fazendo 7 a 0, mesmo com as substituições nas equipes Nacional (3) e Corinthians (5) não mudou as formações táticas dos times 3-5-2 e 4-4-2, e o Timão dominante tanto que veio o oitavo gol com Grazi, de frente a área uruguaia Jheniffer joga a bola na área Diany domina, gira e da assistência para camisa 7 tocar por baixo de Villanueva aos 44 minutos decretando a goleada alvinegra.

Na comemoração Grazi e Diany estenderam o braços direito com os punhos cerrados, gesto que foi repetido pelo banco corinthiano, era o manifesto do Corinthians ao ato de racismo contra Adriana.

Mesmo com as entradas de Ferrada (lesão Morales) ainda no primeiro tempo e Lemos (Ângela Gómez) na segunda etapa, a equipe uruguaia continuava a mesma se portando de maneira reativa, até porque as substituições foram por questão física, já no finalzinho veio a campo Acevedo (Luciana Gómez).

Entraram no Corinthians  Katiuscia (Poliana), Juliete (Pardal), Grazi (Tamires), Andressinha (Gabi Portilho) e Jheniffer (Victória Albuquerque) em campo, com essas trocas o time manteve o ritmo forte do segundo tempo e impôs uma sonora goleada.












Racismo Não

 A goleada do Corinthians frente ao Nacional (URU) na semifinal da Libertadores fem 2021, serviu como manifesto contra o racismo.  

Foto: Divulgação Paulistão Feminino 

O confronto entre Nacional (URU) e Corinthians pela semifinal da Libertadores fem, na última terça-feira (16), no estádio Manuel Ferreira em Assunção (PAR), não  ficou marcado apenas pela goleada histórica por 8 a 0 do Timão frente as uruguaias. 

Mas também pelo ato racista de uma uruguaia a Adriana (aniversariante do dia 17 de novembro)após o sexto gol da equipe brasileira, a jogadora do Uruguai a chamou de macaca, o que a camisa 16 não escutou e só ficou sabendo por outras companheiras de time, isso acabou gerando uma confusão entre as jogadoras em campo e o jogo ficou paralisado por cerca de cinco minutos, a atacante Victória Albuquerque chorou diante do fato ocorrido. 

Este ato racista da jogadora uruguaia é repugnavel não só no meio do futebol como na sociedade, é muito triste que em pleno 2021 ainda exista o racismo. Racismo é crime e deve ser aplicado no rigor da lei a quem comete esta ação. 

É inadmissível as vésperas do dia 20 de novembro onde no Brasil é comemorado o dia da consciência negra, termos essa atitude racista da uruguaia frente a brasileira, um ato desse tipo é inaceitável, o oitavo gol corinthiano foi comerado por Grazi e Diany com o gesto  contra o racismo (punho fechado e braço direito erguido), o banco do alvinegro também replicou o gesto em apoio.

A goleada corinthiana representou o repúdio que devemos ter a qualquer ato racista contra qualquer pessoa, não se importantando quem que seja o autor(a). As jogadoras uruguaias apesar da goleada, foram leais e não apelaram para violência, mas este ato racista foi pior que qualquer agressão física. 



segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Caruaru City e Íbis disputarão o Campeonato Pernambuco de 2022

 O Leopardo do agreste e o Pássaro preto da grande recife, mais conhecido como o pior time do mundo, estarão no Pernambucano da Série A1 no próximo ano.

Foto: Rafael Vieira/FPF

O novato Caruaru City (filiado a FPF em 2021), no seu primeiro campeonato como profissional se tornou campeão, um clube de apenas seis anos de existência que surgiu com equipes do futebol de base (sub 17 e sub 20) e adulta no society, já disputará o Campeonato Pernambuco de 2022 , graças ao empate em casa em 0 a 0 com o América. 

Já o velho conhecido Íbis, retorna a primeira divisão após 22 anos, a última vez que esteve na elite pernambucana foi em 2000, foram 21 temporadas no Pernambucano da Série A2, o curioso é que tanto em 2021 como em 1999 foi vice-campeão perdendo para equipes de Caruaru, no final da década de 90 foi o Central e neste ano para o Caruaru City, a vaga foi conquistada com o empate em 2 a 2 com o Petrolina fora de casa.

Os empates das equipes foram no último domingo (14), elas ficaram com as vagas de Central e Vitória das Tabocas, que acabaram sendo rebaixados no Campeonato Pernambucano de 2021, tanto Caruaru City como Íbis serão os únicos representantes de Caruaru e Paulista na primeira divisão pernambucana.

Além do Central, o Porto está na Série A2 desde 2017, assim o Caruaru City representará a capital do forró no próximo Campeonato Pernambuco, já pelos lados da capital dos eucaliptos o América era a outra equipe que poderia subir, mas ficará mais um ano na segunda divisão pernambucana, então o Íbis será a equipe paulistense na primeira divisão pernambucana em 2022.


Classificação - Quadrangular Final

                              PT  J   V   E    D    GP   GC   S

1° Caruaru City   5     3   1   2    0      3       1     2

2° Íbis                   5     3   1   2    0      4       3     1

3° Petrolina         4     3   1    1    1     4        5    -1

4° América           1    3   0    1    2     1        3    -2


CAMPANHAS

                            J   V  E  D   GP  GC  S  

Caruaru City    12  5   6   1   17   7   10

Íbis                    12  6   4   2   15   8    7


FPF - Federação Pernambucana de Futebol 

Pior time do mundo - No final da década de 70 e início dos anos 80 o Íbis chegou a marca de 23 jogos sem vencer, sendo nove derrotas seguidas. 

Por quase quatro anos ( treis anos 11 meses) o time não venceu um jogo sequer, fez o clube pernambucano entrar na publicação anual do Guinness Book (Livro dos Recordes).

O livro é conhecido por destacar recordes mundiais, assim jornalistas na época deram esta marca ao pássaro preto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

O que foi Liverpool 2 x 0 Atlético de Madrid

 Ingleses e espanhóis se enfrentaram pela 4° Rodada do Grupo B, na fase de grupos da Liga dos Campeões 21/22.

Arte: Divulgação/UEFA 

No dia 3 de novembro em Anfield (Liverpool - Inglaterra), o Liverpool com propriedade fez 2 a 0 no Atlético de Madrid e conseguiu a classificação antecipada para as oitavas de final da competição européia, restando duas rodadas para o fim da fase de grupos.  

O time da casa veio a campo no 4 - 3 - 3, desde o início propôs o jogo criando as suas principais jogadas pelo lado direito de ataque com Alexander Arnold, Henderson e Salah se entendendo muito bem. Já o visitante se apresentava reativo com o seu 3 - 4 - 3, em que se fechava com uma linha de 5 e outra mais a frente de 4, com objetivo de jogar no erro do adversário. 

As equipes em campo apresentavam as características dos seus treinadores, enquanto Jurgen Klopp gosta que seus comandados joguem com a bola no pé, os jogadores de Diego Simeone deixam a bola com o adversário. 

O trio ofensivo do Liverpool estava levando a vantagem frente a Carrasco, De Paul e Hermoso, que tinham dificuldades para conter os avanços dos Reds, que quebravam a marcação dos colchoneros com aproximação, movimentação, velocidade e triangulações.

E não demorou muito para sair o gol do Liverpool, Alexander Arnold cruzou a bola da direita e encontrou do outro lado na área Diogo Jota que cabeceou com liberdade a direita de Oblak, abrindo o placar aos 13 minutos, depois aos 21 minutos mais um gol do time da casa, dessa vez Mané que na área desviou para o gol o chute de fora da área de Arnold. 

 Com os gols o Liverpool se apresentava superior e controlava o jogo, o Atlético de Madrid não conseguia sair em contra-ataque, ficando sufocado pelos Reds, que ainda tinha uma boa alternativa pelo lado esquerdo com Oxlade Chamberland, Tsimikas e Mané, e assim como do lado esquerdo Tripier, Koke e Filipe tiveram trabalho para conter as investidas do time da casa. 

Além de maneira esporádica Matip, De Vrij e Fabinho avançavam, tornando praticamente um ataque contra defesa, o Liverpool fez dois mas poderia ter saído do 1° tempo com uma goleada, Oblak fez pelo menos duas defesas importantes. Aos 36 minutos de jogo Filipe foi expulso e deixou o Atleti com um a menos em campo  ao fazer uma falta violenta em Mané, assim a equipe mudou taticamente para o 4 - 2 - 3.

O 2° tempo foi o momento das substituições, VAR e alterações táticas, logo na volta a campo das equipes Firmino entrou no lugar de Mané, assim Diogo Jota que estava centralizado no ataque foi para o lado esquerdo ofensivo faixa que ocupava o senegalês. 

Com 4 minutos o VAR apontou impedimento erroneamente de Diogo Jota, seria o 3 x 0 no placar, novamente aos 12 minutos o VAR de maneira acertada apontou impedimento no ataque do Atlético de Madrid, anterior ao chute de Suárez de fora da área que havia desviado em Fabinho e tirado a possibilidade de defesa de Alisson. 

Aos 14 minutos aos duas equipes fizeram trocas, no mandante entrou Thiago Alcântara e saiu Fabinho, assim Henderson ficou centralizado no meio e Alcântara caindo pela faixa direita de ataque dando uma dinâmica maior por aquele lado que caiu na segunda etapa. 

A equipe estava atacando mais pelo lado esquerdo ofensivo com Chamberlain, Tsimikas e Diogo Jota e ainda contou com avanços alternados dos zagueiros Matip e De Vrij ao ataque, o primeiro deu a assistência para no gol anulado de Diogo Jota.

Já no Atlético de Madrid entraram Herrera e Renan Lodi, saíram Suárez e João Félix, assim Herrera e Carrasco foram para o ataque e Lodi ficou na lateral esquerda, uma alternativa para combater o lado direito ofensivo adversário. 

Com dificuldades para conter os avanços pelo lado direito da sua defesa Simeone fez mais uma mexida dupla as 24 minutos com as entradas de Vrsalijko e Mateus Cunha, deixaram o campo Koke e Carrasco, com isso Vrsalijko entra ao lado de De Paul como volante do lado direito com a intenção de bloquear a linha ofensiva dos Reds, no ataque Herrera passa para o lado esquerdo e Mateus Cunha entra para jogar no meio da área adversária. 

O Liverpool controlava o jogo já o Atlético de Madrid vivia de contra-ataque esporádicos, Simeone resolveu dar a última cartada. Aos 30 minutos tirou Corrêa e colocou Serrano, então os espanhóis mudaram mais uma vez taticamente e passaram atuar no 4 - 3- 2, com Serrano sendo o meia que faltava a equipe desde a saída de Koke.

Aos 33 minutos foi a vez de Klopp mexer na sua equipe,  Firmino sentiu e Origi entrou, Oxadle Chamberland deu lugar a Minamino, o japonês foi para o lado direito do meio, Thiago ficou centralizado e Henderson foi para o lado esquerdo no meio campo. Aos 45 minutos a última mexida do jogo foi dos donos da casa com a entrada de Philips no lugar de Alexander Arnold, a substituição do seis por meia dúzia.  

Imagem: Divulgação Liverpool 

Imagem: Divulgação Atlético de Madrid 

Assim o Liverpool se apresentou melhor e foi merecedor da vitória e a classificação antecipada na Liga dos campeões para oitavas de final. Já o Atlético de Madrid que foi muito mal na partida contra os ingleses, terá dois jogos para buscar a classificação no mata mata da competição européia. 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

França campeã em cima da Espanha outra vez

 Na segunda final na história  entre as seleções, os Bleus assim como na Euro de 84 venceram a Fúria em outra decisão européia. 

Arte: Divulgação/UEFA

A seleção francesa de futebol mais uma vez conquistou um título em cima da equipe espanhola, dessa vez foi na segunda edição da Liga das Nações 20/21, no estádio Giuseppe Meazza, em Milão - Itália, com a vitória de virada por 2 a 1, no último dia 10 de outubro. 

A França anteriormente havia conquistado em Paris a taça  da Eurocopa de 84, ao bater a Espanha por 2 a 0, assim em finais os Bleus estão em vantagem com duas conquistas sobre a Fúria. 

No jogo em que Antoine Griezmann completa a 100 jogos pela seleção francesa, a Espanha abriu o placar com Oyarzabal, mas Benzema e Mbappê viraram para equipe francesa, que levou o título inédito da Liga das Nações. 


Imagem: Divulgação/UEFA 

Na primeira edição do torneio na temporada 18/19, Portugal superou a Holanda por 1 a 0 no Porto, sendo o 1° campeão da nova competição europeia de seleções, agora a sua terceira edição será na temporada 22/23.

A conquista francesa foi de forma invicta com 6 vitórias e 1 empate, marcou 14 gols e sofreu 6 gols, na 1° Fase foi  1°do Grupo 3 com 16 pontos em 6 jogos, tendo como adversários Suécia, Portugal e Croácia. Na semifinal passou pela Bélgica, em Turim, com uma virada espetacular de 3 a 2, após sair perdendo o 1° tempo por 2 a 0 para os belgas, artilheiro Mbappê com 4 gols.

Já a vice-campeã Espanha na 1° Fase estava no Grupo 4 junto com Alemanha, Suíça e Ucrânia, terminou em 1° com 11 pontos, depois despachou a Itália, em Milão, por 2 a 1 na semifinal, a campanha espanhola foi de 3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, marcou 14 gols e sofreu 4 gols, artilheiro Ferran Torres com 6 gols.

HISTÓRICO

O clássico França x Espanha tem 99 anos de história, com o 1°confronto em 30 de abril de 1922, vitória espanhola por 4 a 0, em Bordeaux, na história são 16 vitórias para Espanha, 7 empates e 13 vitórias para França, com 66 gols para os espanhóis contra 39 gols dos franceses.

Em campos neutros comi foi o caso da final da Liga das Nações, a vantagem é francesa com 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota, fazia mais de sete anos que a França não vencia a Espanha. A última vez havia sido em amistoso no dia 04 de setembro de 2014 por 1 a 0, já do lado espanhol o último triunfo foi por 2 a 0 no dia 28 de março de 2017, em Paris, também em jogo amistoso.

Eliminatórias da Copa  do Mundo do Catar 2022

A França enfrentará o Cazaquistão em 16 de dezembro, às 16h45, em Paris, lidera o Grupo D com 12 pontos (3v e 3e). A Espanha pela mesma competição terá a Grécia, em Atenas, no dia 11 de novembro, às 16h45, é líder do Grupo B com 13 pontos (4v, 1e, 1d).

Grandes gerações pós 2000

A França teve a era Zidane, que conquistou a Eurocopa 2000, Copa das Confederações 2001 e 2003, vice-campeã da Copa do Mundo de 2006, anteriormente teve a conquista da Copa de 1998 em casa. A geração Mbappê  vai construindo a sua história com o vice-campeonato da Eurocopa 2016 e as conquistas da Copa do Mundo de 2018 e agora a Liga das Nações. 

A Espanha de Casillas, Xavi e Iniesta, foi a maior geração do futebol espanhol, onde em cinco anos conquistou o bicampeonato da Eurocopa 2008 e 2012, a Copa do Mundo de 2010 e o vice-campeonato da Copa das Confederações em 2013 e mais recente vice-campeão da Liga das Nações. 

Conquistas importantes 

As duas seleções conquistaram o ouro no futebol olímpico, primeiramente em Los Angeles 84 a França, que venceu o Brasil por 2 a 0 e depois a Espanha em Barcelona 92, com a vitória de 3 a 2 sobre a Polônia. Em Copas do Mundo o placar é 2 x 1 França, já em Eurocopas está 3 x 1 Espanha.   

LIGA DAS NAÇÕES 22/23
 
A Liga das Nações (2° Torneio de Seleções da Europa), terá mudança na 3° edição da Competição. Na Liga A - Bósnia Herzegovina, Islândia, Suécia e Ucrânia, caíram para Liga B, assim Áustria, República Tcheca, Hungria e País de Gales, conseguiram o acesso e ocuparam as vagas na principal liga do torneio. 

Ainda na Liga B, Irlanda do Norte, Eslováquia, Turquia e Bulgária, foram rebaixadas para Liga C, que contou com o acesso de Montenegro, Armênia, Eslovênia e Albânia, para ocuparem as vagas das seleções que caíram.

Por fim Estônia e Moldávia caíram para Liga D e Ilhas Faroé e Gibraltar obterá acesso a Liga C. 

A Liga das Nações conta com o total de 55 seleções europeias, sendo que da Liga A á C se tem 16 equipes divididas em 4 grupos de 4 seleções e a Liga C conta com 7 equipes divididas em um grupo de 4 e outro com 3 participantes.

Somente na Liga A é que se tem a disputa do título com os primeiros de cada grupo fazendo as finais da competição com: semifinais, disputa de 3° e 4° lugar e a final, em um país pré-determinado com duas cidades sedes. 

Nas outras Ligas há somente o acesso a liga superior e descenso a Liga inferior. Na temporada 18/19 as cidades de Lisboa e Porto em Portugal foram as sedes, já em 20/21 Milão e Turim sediaram os últimos jogos do torneio. A Liga das Nações é disputada de 2 em 2 anos.

Campeões da Liga das Nações 

18/19 - Portugal 
20/21 - França 
 

 

terça-feira, 12 de outubro de 2021

A evolução do Cazaquistão em mundiais de futsal

 A seleção cazaque participou de treis Copas do Mundo de Futsal (2000, 2016 e 2021), na primeira copa não passou da 1°Fase e na última alcançou o 4°lugar.

Foto: Reprodução/Twitter UEFA.

A seleção do Cazaquistão de futsal demonstra que evoluiu no esporte quando se trata das suas participações em Copas do Mundo, na primeira participação em 2000 (Guatemala) não passou da 1°Fase com treis derrotas em treis jogos, já em 2016 (Colômbia) deu um sinal de melhora ao cair nas oitavas de final ao ser superada pela Espanha por 5 a 2, a campanha foi de 2 vitórias e 2 derrotas.

 Naquele momento os cazaques começaram ao contar com naturalizados brasileiros, Leo Higuita, Leo Jaraguá e Douglas Júnior e o técnico Cacau, era o indício que com os jogadores do Brasil o futsal do país iria evoluir.

 No mundial de 2021 na Lituânia onde a equipe chegou invicta até a disputa do 3°e 4°lugar com 4 vitórias e 2 empates. Mas acabou perdendo para o Brasil por 4 a 2 e ficou com o 4° lugar, histórico para o futsal cazaque, na última copa além de Higuita e Douglas o Cazaquistão contou com outros brasileiros naturalizados Taynan e o técnico Kaká. 

O mundial de 2000 foi muito conturbado para o Cazaquistão, pois teve a interferência do presidente da Federação de Futebol do Cazaquistão, Rakhat Aliev, então genro do presidente do país Nursultan Nazarbaiev. Como mudança de comissão técnica, inclusão de jogadores escolhidos por ele ao invés de outros, assim o time foi a Guatemala completamente desentrosado, tanto que na estréia em mundiais levou 12 a 1 do Brasil. 

Após brigar com o seu ex-sogro, Aliev deixou Federação Cazaque e se exilou na Áustria, acusado de crimes no Cazaquistão, se suicidou em 2015 em uma prisão austríaca, onde aguardava a extradição ao seu país. 

A chegada dos brasileiros ao futsal cazaque, só foi possível graças a investimentos privados. Com destaque para Kairat Orazbekov, rico empresário cazaque fundou em 1995 o AFC Kairat Almaty, maior equipe de futsal do país com 43 conquistas nacionais (18 ligas, 18 copas e 7 supercopas), bicampeão da liga dos campeões (12/13 e 14/15) e campeão mundial em 2014.

Regularmente o Kairat envia olheiros a América do Sul, na busca de novos jogadores que poderão se tornarem em novos astros não somente para a equipe, mas também para seleção nacional.

 A base da seleção cazaque é brasileira, em Almaty os brasileiros acabaram tendo o reconhecimento que no Brasil não tiveram, assim só são conhecidos no país de nascimento após o destaque no futsal cazaque.

 A íntegração, métodos de treinamentos inovadores como o goleiro jogar com os pés e jogadores naturalizados impulsionou o futsal do Cazaquistão, proporcionando o crescimento de nível técnico dos jogadores cazaques, mesmo que tenha sido via naturalizações de brasileiros. 

Se continuar seguindo essa linha de ter no seu time base os brasileiros naturalizados, será competitivo nas próximas competições e nos outros mundiais de futsal. 

O futuro do futsal no Cazaquistão, é muito promissor com a maioria das escolas no país com uma quadra para o esporte, diferentemente o futebol nacional conta com o máximo de 50 campos pela nação cazaque. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

O Tal pai Tal filho da histórica olímpica do vôlei argentino

 Essa expressão dá muito certo para o ex-ponteiro e o atual da seleção argentina de vôlei masculino, pois ambos alcançaram as maiores glórias no esporte pelo seu país nas olimpíadas


 Foto: Divulgação civilwards

Hugo Conte (58) foi ponteiro da seleção argentina de vôlei masculino, o seu filho Facundo Conte (32) seguiu os seus passos no voleibol argentino, inclusive joga na mesma posição do pai e também defende as cores da seleção portenha. 

Em 1988 nos jogos olímpicos de Seul (Coréia do Sul) Hugo foi bronze com a Argentina ao vencer o Brasil no tie break por 3x2, 33 anos depois o fato voltou a se repetir nas olimpíadas de Tóquio 2020, dessa vez com Facundo conseguindo mais uma medalha de bronze olímpica para os hermanos. 

Com o raio caindo duas vezes no mesmo lugar, o voleibol argentino alcançou tanto com o pai como com o filho os melhores lugares no pódio olímpico e justamente em cima do rival histórico Brasil. 

Os ponteiros mesmo sendo de gerações distintas, colocaram o nome da família Conte na história olímpica do voleibol argentino, isto porque os dois bronzes são  as maiores conquistas argentinas em olimpíadas. 

Atualmente Facundo Conte joga no voleibol polonês onde defende as cores do Aluron CMC Warta Zawiercie (POL).

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Seleções campeãs olímpicas que conquistaram títulos e resultados expressivos em períodos olímpicos

 Brasil, Uruguai, Itália, França, Hungria, Polônia e Alemanha Oriental, chegaram ao pódio máximo do futebol masculino nas olimpíadas, foram as únicas seleções que conseguiram um período vencedor, seja antes, durante ou depois da conquista olímpica.

Arte: Divulgação/Um grande escudeiro 

Nunca a expressão a base vem forte fez tanto sentido, para brasileiros, uruguaios, italianos, franceses, húngaros poloneses e alemães-orientais. As seleções representadas por eles, conseguiram um grande êxito no pós ouro olímpico, marca que não foi alcançada pelas outras 13 nações campeãs olímpicas. 

A Grã-Bretanha juntamente com a Hungria são as maiores campeãs do futebol olímpico masculino com três ouros, não obteve sucesso como os outros países  porque na época não havia outra competição entre seleções. O Brasil é o país com mais medalhas conquistadas na história com 2 ouros, 3 pratas e 2 bronzes.

Desses sete países temos uma divisão com Uruguai, Itália, Brasil e França  conquistando títulos, já Polônia,  Hungria e Alemanha Oriental alcançaram resultados expressivos. Os uruguaios são o grande destaque, porque conquistaram dois títulos após os seus ouros olímpicos, uma taça antes e outra no ano do primeiro ouro nas olimpíadas. 

Veja o que conquistaram cada país 

Uruguai - 23/24/26 Copa América, 24/28 Ouro Olímpico e 30 Copa do Mundo 

França - 82 (4°) e 86 (3°) Copa do Mundo, 84 Eurocopa e 84 Ouro Olímpico 

Brasil - 89/19 Copa América,16/20 Ouro Olímpico, 84/88/2012 vice-campeão olímpico e 2008 bronze olímpico 

Itália - 34/38 Copa do Mundo e 36 Ouro Olímpico 

Hungria - 52/64/68 Ouro Olímpico, 54 vice-campeão Copa do Mundo e 72 vice-campeão olímpico 

Polônia - 72 Ouro Olímpico, 74 3°lugar Copa do Mundo e 76 vice-campeão olímpico 

Alemanha Oriental - 76 Ouro Olímpico, 80 vice-campeão olímpico e 72 bronze olímpico 


terça-feira, 21 de setembro de 2021

Os camisas 10 nas olimpíadas

Saiba quem foram os jogadores, que tiveram a grande responsabilidade de vestir a camisa que já foi de Pelé na seleção brasileira, nos jogos olímpicos.

Arte: Divulgação/Goal.com

A camisa 10 em um time de futebol é de uma grande importância, normalmente quem a veste é o craque do time, seja ele um artilheiro (finalizador) ou um meio de campo cerebral(criador), aquele que tem esses dois adjetivos tão aguçados entra na classe dos fora de série. 

Oportunismo, qualidade técnica e habilidade são atributos essenciais para se usar este número, que ficou imortalizado pelo o maior de t jogador de todos os tempos- Pelé. 

 Na seleção brasileira além do rei do futebol, já tivemos outros craques que vestiram amarelinha como: Zico, Didi, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Alex, Roberto Dinamite e Neymar por exemplo. 

Jogadores que honraram a camisa 10 do Brasil, trazendo alegrias ao torcedor brasileiro, mas nem todos puderam usar o manto verde e amarelo em jogos olímpicos. 

Veja lista de quem já vestiu a camisa 10 em olimpíadas. 

Arte: Divulgação/Goal.com

Ao todo o Brasil já teve 14 camisas 10 em olimpíadas, desses tivemos jogadores como: Ivo Moraes, Moreno, Érivelto, Gilmar Popoca  e Careca, que não tiveram uma carreira brilhante no futebol, mas os dois últimos conquistaram as medalhas de prata em Los Angeles 84 e Seul 88 respectivamente.
 
Por outro lado Vavá, Gerson, Roberto Dinamite, Rivaldo (Bronze em Atlanta 96), Alex, Ronaldinho Gaúcho (Bronze em Pequim 2008)e Neymar (Prata em Londres 2012 e Ouro no Rio 2016), estão entre os maiores jogadores da história do futebol brasileiro, já Oscar (Prata em Londres 2012) e Richarlison (Ouro em Tóquio 2020) são os coadjuvantes dessa turma.

Confira abaixo as conquistas olímpicas do futebol brasileiro masculino e feminino.

 

Arte: Divulgação/estatística do fut

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Colbert se reapresenta no Patriots com a camisa do Corinthians

O defensor do New England Patriots da NFL, apareceu na reapresentação da equipe com a camisa 2 do Timão. 

Foto: Divulgação/Patriots  
 O safety Adrian Colbert, do New England Patriots, apareceu na última terça-feira (27), com a camisa de visitante para temporada 2021 do Corinthians na reapresentação para o Trainning Camp ( treinamentos antes da pré-temporada da NFL), no Centro de Treinamento da equipe de futebol americano, a temporada regular da NFL iniciará em 9 de setembro. 
Foto: Divulgação/Patriots Brasil
No dia 17 de julho Colbert, postou em suas redes sociais a foto usando a camisa do alvinegro paulistano e teve outras publicações em que usou o manto do Timão. Devido a sua amizade com Gabriel, foi que o safety dos Patriots recebeu as camisas do Corinthiansnas redes sociais ele agradeceu  a camisa que foi enviada pelo volante autografada.
"Mal posso esperar para pendurar isso na minha sala de jogos", escreveu Adrian Colbert.
 
Foto: Reprodução/Adrian Colbert
O volante Gabriel influenciou nesta "torcida" de Colbert. 
"Muito obrigado ao meu irmão Gabriel por me levar ao caminho certo", escreveu o jogador dos Patriots em uma das suas publicações no seu Twitter. Gabriel é um fã dos esportes norte-americanos.
Ele iniciou na  NFL no San Francisco 49ers em 2017, por onde permaneceu até setembro de 2019, depois nesse mesmo ano ainda passou por Seattle Seahawks e Miami Dolphins de onde saiu em novembro. Em 2020 Colbert jogou pelo New York Giants e agora buscará o seu espaço nos Patriots.
 
Foto: Divulgação/Patriots
O Patriots iniciou o seu Trainning Camp na terça-feira (27), mas de 28/07 a 31/07 abrirá ao público gratuitamente a partir das 10:45 (horário de Brasília), a entrada no seu centro de treinamento.A pré-temporada iniciará na primeira semana de agosto e o seu primeiro teste será contra o Washington Football Team, às 20h30, no dia 12 de agosto. Já na temporada regular, os Patriots estreiam em um duelo de divisão contra o Miami Dolphins, no dia 12 de setembro, às 17h25. As transmissões da temporada da NFL serão da ESPN, Fox Sports e do Star +.

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