A equipe do técnico Pep Guardiola não apresentou o seu melhor futebol na final da Supercopa da Europa diante do Sevilla, mas levou o título inédito para casa de forma dramática.
Foto: Reprodução Manchester City
O Manchester City é o novo campeão da Supercopa Européia, após empate em 1 x 1 superou o Sevilha por 5 x 4 nos pênaltis, na última quarta-feira(16), no Estádio Gerogios Karaiskákis em Pireu na Grécia, a equipe inglesa não fez um grande jogo, mas alcançou o objetivo da conquista, devido as ausências de Kevin De Bruyne e Bernardo Silva, o time sentiu muito e não conseguiu desempenhar o seu melhor futebol, faltou criatividade, objetividade e cruzou bolas na área mais do que de costume.
Mesmo travado em campo diante de um Sevilla fechado ppraticando um futebol reativo, procurando povoar o espaço no homem da bola do City, assim o espaço dos ingleses se tornava limitado, os citizens com a posse de bola já que os espanhóis abdicaram dela, mas não conseguiam penetrar na área adversária, então arriscavam chutes da entrada da área e cruzamentos na área, se tornando previsível, porém foi campeão na loteria dos pênaltis.
No jogo o City começou em cima do Sevilla e criou as duas melhores chances em chute de Grealish aos 16' e antes aos 7' na cabeçada de Aké, exigindo grandes defesas de Bono, era o time inglês com mais posse de bola, mas com dificuldade em criar oportunidades, aos 24' quem abriu o placar foi o Sevilla, em uma transição rápida Bono, Jordán, OCampos abre na esquerda Acuña cruza na área e En Neysiri mesmo entre Aké e Gvardiol cabeceia firme sem chance para Ederson, o gol motivou os espanhóis que aos 30' Lamela chuta cruzado ao lado da meta de Ederson.
Depois a equipe espanhola recuou permitindo a pressão do City, que mantinha a posse de bola buscando aumentar o volume ofensivo, era ataque contra defesa, sem encontrar espaço na fechada defesa espanhola, os ingleses cruzaram muitas bolas na área sem causar perigo a meta de Bono, o jogo ficava a feitio do Sevilla, que com vantagem no placar conseguia bloquear as ações do ofensivas do adversário, assim foram para o intervalo vencendo por 1 x 0.
Na volta ao 2° tempo nenhuma substituição nas equipes e sim mudança de posionamento dos jogadores, no Manchester City Walker passou a ser o terceiro zagueiro, Akanji foi para o meio-campo dando mais liberdade para Rodri se aproximar dos atacantes, Kovacic e Foden que na primeira etapa ficaram abaixo ofensivamente, trocaram de lado, Foden foi para esquerda do ataque ao lado de Grealish, que até então era jogador dos citizens mais lúcido em campo, assim Kovacic ficou do outro lado para se aproximar de Palmer, com a intenção de aproximar o meio do ataque essa aproximação faltou no primeiro tempo, então passou do 4 3 3 para o 3 4 3, abrindo mais o time em busca do empate e a virada.
Já o Sevilla continuou no 4 2 3 1 mudou o posicionamento de jogadores do meio-campo, Ratikic e Lamela foram para o lado direito, já Jordán e Ocampos passaram a atuar do lado oposto, essa mudança foi com intuito de marcar o lado esquerdo (setor mais forte) de ataque do City e atacar o lado direito (setor mais fraco) da defesa adversária.
As posturas das equipes no início da segunda etapa deixou o jogo mais aberto, com o City sendo mais agressivo e o Sevilla acertando contra-ataques, logo aos 4' no contra-ataque puxado por Ocampos pela esquerda cruzou na área para En Neysiri livre, exigindo grande defesa de Ederson, era um City que avançava e dava espaço na sua defesa, aos 6' lançamento para En Neysiri, o marroquino domina avança mas manda a direita do goleiro brasileiro, os espanhóis seguravam o ímpeto dos ingleses e com a bola chegavam rápido ao ataque, mais uma vez Ocampos, aos 11' o argentino recebe passe na esquerda do compatriota Lamela, faz o cruzamento fechado e a bola passa a esquerda da meta inglesa, com perigo, na base dos contra golpes a equipe da Andaluzia criava a melhores oportunidades do jogo, Ocampos era a válvula de escape espanhola (arco), aos 14' agora no lado direito de ataque ele cruza buscando En Neysiri (flecha), Aké tira a bola da entrada da área do City.
Após os sustos dos contra-ataques do Sevilla, o City chegou a igualdade, aos 17' Rodri cruza a bola na área da esquerda buscando Haaland, mas Palmer aparece como elemento surpresa e cabeceia encobrindo Bono, agora no placar 1 x 1, o Sevilla não sentiu o gol e de imediato reage no minuto seguinte, bola na frente para En Neysiri, ele entra na área, sai cara a cara com Ederson, mas chuta rasteiro em cima do goleiro brasileiro, mais uma chance desperdiçada pelo marroquino, mesmo após empatar o City ainda dava espaço na sua defesa, majoritariamente no lado direito, no ataque os ingleses ainda abusavam em cruzamentos para área diante de um adversário bem fechado, o jogo volta ao tom do primeiro tempo ataque contra defesa agora de forma intensa, porque o Sevilla abdicou dos contra-ataques e sofria pressão dos ingleses.
Aos 28' no Sevilla Torres sai e Sánchez entra, para reforçar a marcação do meio-campo espanhol, o Manchester City continuava em cima, mas tinha os chutes travado pela forte marcação espanhola e cruzamentos na área sem sucesso, apagado no jogo Haaland, aos 34' teve um chute travado, no mesmo minuto Greanlish corta da esquerda pro meio e arrisca da entrada da da área Bono pega em dois tempos, os espanhóis depois de um bom tempo (18 minutos) voltam ao ataque em cruzamentos de Ocampos e Navas, a zaga do City afasta da área, aos 37' Navas sai e Montiel entra (substituição seis por meia dúzia), já próximo do fim do tempo normal os ingleses ainda tentam, já os espanhóis querem os pênaltis, agora é a vez do City, aos 39' sai Palmer entra Álvarez, mudança tardia (era para entrar no 2° tempo, no lugar de Palmer) e pelo jogador errado, Foden mesmo melhorando um pouco na segunda etapa, estava abaixo do que fez o jovem inglês na etapa completamentar.
Com essa substituição o City foi pro tudo ou nada, saindo do 3 4 3 para o 3 3 4, com Álvarez jogando na área ao lado de Haaland e Foden foi atuar como atacante pela direita, já o Sevilla mesmo com as substituições permanecia fiel ao 4 2 3 1, o City circulava a bola mas tinha dificuldade em encontrar espaço da defesa fechada espanhola, que travava as tentativas de arremate dos ingleses e paravam alguns avanços com faltas, aos 44' a última falta pra o time inglês na entrada da área, bola da esquerda para dentro da área encontra Aké do outro lado livre, o holandês cabeceia para boa defesa de Bono.
Walker avançou ao ataque aos 46' chutando da entrada da área a bola foi acima da meta de Bono, a última tentativa inglesa da virada, no mesmo minuto vem as últimas substituições do jogo, saem En Neysiri e Lamela e entram Suso e Rafa Mir no Sevilla, mais uma mudança seis por meia dúzia dos espanhóis, fim de jogo 1 x 1, decisão foi para os pênaltis, Gudelj manda no travessão 5 x 4 City, o novo campeão da Supercopa da Europa 23/24.
O título de forma dramática para o City, se deu porque a equipe inglesa apesar da maior posse posse de bola não soube ser objetiva no 1° tempo onde pecou muito na criação e viveu em função da inspiração de Grealish, que não esteve assim tão bem, faltou mais a participação de Foden e Kovacic no ataque, diante de um adversário bem fechado que ofensivamente criou apenas a chance do gol, faltou chutes de longa distância, aproximações, movimentações, tabelas, para abrir a defesa espanhola, o City só conseguia entrar na área adversária em cruzamentos, era um toque bola sem objetividade, tornando o time inglês óbvio, facilitando a forte marcação espanhola.
Para o Sevilla estava uma maravilha, pois a equipe espanhola conseguiu implantar com sucesso a sua forma de jogar de maneira reativa, o pensamento era não sofrer gol e se possível fazer um gol, e foi o que deu certo no 1° tempo, então a segunda era a manutenção do 1 x 0 e jogar só nos contra-ataques para matar o jogo, o City veio de uma forma diferente ao 2° tempo para buscar quebrar essa forte marcação dos espanhóis, com Foden, Rodri e Kovacic mais próximos dos atacantes, eram seis jogadores na intermediária espanhola, dando um ganho ofensivo, mas defensivamente ficava exposto, foi onde o Sevilla aproveitou conseguindo contra-ataques em que En Neysiri teve duas oportunidades de matar o jogo no início da etapa complementar, mas desperdiçou, mesmo com jogadores do meio atuando mais no ataque os erros da primeira etapa permaneciam, tanto que o gol de empate saiu de um cruzamento na área, a entrada de Álvarez foi uma ação desesperada para deixar dois atacantes de área e continuar mandando bolas na área espanhola, não foi um jogo do padrão de qualidade City, mas o que importa é que veio o título, seguindo o ditado, deu mais sorte do que juízo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário